“A BMW retorna com tudo”

BMW celebra no pódio em Lausitz (Foto: BMW)

Foi o que Augusto Farfus declarou após subir ao pódio em Lausitz, na Alemanha. Logo em sua segunda prova no DTM, o brasileiro conquistou o segundo lugar no grid de largada e terminou em terceiro, com uma prova consistente e na qual ele administrou bem a aproximação de Jamie Green, da Mercedes. A vitória foi de outra BMW, a de Bruno Spengler, que bateu na trave na disputa pelo título em duas oportunidades.

Retornando ao DTM após 20 anos, a BMW provou a todos, neste fim de semana, que chegou forte à categoria. A operação pode ser nova, mas o investimento é grande. A montadora contratou o atual campeão, Martin Tomczyk, e um piloto que sempre foi rápido, Bruno Spengler. Respectivamente, a dupla corria por Audi e Mercedes – ou seja, sabem como funciona a estrutura das duas adversárias da BMW no DTM – e, especula-se, recebe salários comparáveis a pilotos de F1.

Não é preciso dizer que a festa foi enorme. Bandeirolas foram distribuídas para os membros da equipe enquanto acontecia a cerimônia de pódio, e, quando os pilotos chegaram ao parque fechado, as câmeras mostraram o abraço de Jens Marquardt, o homem que está a frente da BMW, em Spengler, bem como um grito do mesmo chamando “Augusto” – este, porém, estava dando entrevistas e não pôde responder ao seu chefe. Antes disso, assim que a corrida terminou, o diretor-esportivo da Mercedes, Norbert Haug, foi cumprimentar Marquardt pela conquista do dia.

Terceiro, Farfus se recuperou de uma etapa complicada em Hockenheim, há uma semana, quando ele largou em 19º e terminou em 15º, depois de um problema em um pit-stop (ele foi chamado aos boxes sem que a equipe estivesse pronta). É cedo para dizer que Farfus vai disputar vitórias e título em seu primeiro ano. Talvez a BMW chegue perto disto apenas com Spengler e Tomczyk, mas o desempenho apresentado no Eurospeedway faz crer que o curitibano conseguirá, ao menos, manter-se regular ao longo do ano.

O time ainda conta com outros quatro pilotos. Andy Priauxl, assim como Farfus, competia pela montadora bávara no WTCC. Joey Hand veio dos Estados Unidos, onde foi campeão da ALMS, na categoria GT, pela equipe de Bobby Rahal, apoiada pela BMW. Por fim, Dirk Werner, alemão que competia em algumas provas de Endurance pela BMW desde 2010.

Dentro do DTM, estes seis pilotos estão divididos em três equipes: Schnitzer (Spengler e Werner), RMG (Tomczyk e Hand) e RBM (Farfus e Priauxl). Esta última foi “importada”, assim como seus pilotos, do WTCC, e talvez seja a mais entrosada das três. Mesmo assim, é necessário se adaptar a um fator fundamental na dinâmica das corridas do DTM: os pit-stops (são obrigatórias duas paradas por corrida).

Na categoria, as trocas de pneu acontecem, em média, em 3s. Muitas vezes chegam a ser mais rápidas que as da F1. E a BMW ainda está perdendo para as rivais neste quesito. Se bem que está treinando e melhorando – Farfus contou com um bom segundo pit-stop, três décimos mais rápido que o de Jamie Green, para segurar o terceiro lugar (3s7 x 4s, respectivamente). A melhor marca da montadora de Munique, no entanto, ainda está longe dos 3s que a HWA Mercedes registrou com Gary Paffett.

A próxima etapa do DTM acontece daqui a duas semanas, no dia 20 de maio, em Brands Hatch, na Inglaterra. Prova que promete, em um circuito tradicional e desafiador, de altíssima velocidade. Uma pista completamente diferente das duas em que o certame já correu em 2012, e que será mais um teste para a BMW comprovar que seguirá na briga por mais vitórias.

Anúncios

Comente este post

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s