O fator desequilibrador

Na metade da temporada, Fernando Alonso abriu 134 pontos para Mark Webber. Pela primeira vez em dez corridas neste ano de 2012, o líder chegará a uma prova sabendo que sairá dela ainda na primeira posição no campeonato.

O crescimento de Fernando Alonso nas últimas etapas do Mundial vai contra o que foi a tônica até a sétima prova de 2012. Foi só alguém vencer pela segunda vez que a F1 2012 virou outra, completamente diferente do que vinha acontecendo.

Abaixo, seguem alguns números que mostram como estava a classificação do campeonato após cada corrida desta temporada. Os três primeiros, o último piloto dentro de um limite de 25 pontos e o último dentro de um limite de 34 pontos, diferença que Alonso tem hoje para Webber.

É natural que, aos poucos, a diferença entre os pilotos vá crescendo. Mas, neste ano, ela cresceu repentinamente a partir do GP da Europa. Quando o GP do Canadá foi concluído, cinco pilotos viajaram a Valência pensando que poderiam sair de lá como líderes – mesmo que as chances fossem remotas.

E aí a sorte virou para Don Alonso. O espanhol venceu. Hamilton e Vettel, dos quais estava muito próximo no campeonato, abandonaram. Webber foi quarto, passou pelos dois e chegou à vice-liderança. Rosberg, que era o quinto no campeonato, terminou em sexto, e começou a perder terreno.

Do GP da Inglaterra, apenas três pilotos poderiam sair em primeiro lugar na classificação. Webber venceu, diminuiu a diferença para Alonso, mas Vettel, em terceiro na corrida e no campeonato, ficou a 29 pontos de Alonso.

A vitória de Alonso na Alemanha o distanciou ainda mais de todos. Webber foi mal, somou apenas quatro pontos e ficou a 34 do espanhol. O nono colocado, que até a quinta corrida da temporada, estava dentro dessa margem de 34 pontos, agora está a 107 pontos.

O equilíbrio das sete primeiras corridas do ano, que tiveram sete vencedores diferentes, foi quebrado por um Alonso em forma impressionante. Um Alonso que, do jeito que está andando, pode ser considerado um dos maiores de todos os tempos, sem dúvida. A Red Bull está até melhor, mas não consegue fazer frente ao espanhol, e a McLaren, embora rápida, ficou um pouco para trás nas três últimas corridas. A Lotus é a terceira força do momento, mas seus pilotos não mostram força para disputar o título.

Foi nos tropeços dos outros que Alonso se tornou favorito para conquistar o tricampeonato em 2012. Agora são os outros que precisam contar com seus tropeços, que não acontecem há 22 corridas.

GP da Austrália:
1- Button, 25
2- Vettel, 18
3- Hamilton, 15

GP da Malásia:
1- Alonso, 35
2- Hamilton, 30
3- Button, 25
7- Räikkönen, 16 (-19)
14- Schumacher, 1 (-34)

GP da China:
1- Hamilton, 45
2- Button, 43
3- Alonso, 37
7- Pérez, 22 (-23)
9- Senna, 14 (-31)

GP do Bahrein:
1- Vettel, 53
2- Hamilton, 49
3- Webber, 48
7- Räikkönen, 34 (-19)
9- Pérez, 22 (-31)

GP da Espanha:
1- Vettel e Alonso, 61
3- Hamilton, 53
7- Nico Rosberg, 41 (-20)
9- Maldonado, 29 (-32)

GP de Mônaco:
1- Alonso, 76
2- Vettel e Webber, 73
6- Räikkönen, 51 (-25)
7- Button, 45 (-31)

GP do Canadá:
1- Hamilton, 88
2- Alonso, 86
3- Vettel, 85
5- Rosberg, 67 (-21)
6- Räikkönen, 55 (-33)

GP da Europa:
1- Alonso, 111
2- Webber, 91
3- Hamilton, 88 (-23)
4- Vettel, 85 (-31)

GP da Inglaterra:
1- Alonso, 129
2- Webber, 116 (-13)
3- Vettel, 100 (-29)

GP da Alemanha:
1- Alonso, 154
2- Webber, 120 (-34)
3- Vettel, 110 (-44)
4- Räikkönen, 98
5- Hamilton, 92
6- Rosberg, 76
7- Button, 68
8- Grosjean, 61
9- Sergio Pérez, 47 (-107)

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