Mr. Consistency

O dois terceiros lugares conquistados na rodada dupla da Hungria mostram bem como está sendo a temporada de Luiz Razia na GP2: consistente. Foram nove pódios em nove finais de semana (quatro na corrida principal e quatro na sprint race), o que é razoavelmente difícil de conseguir, devido à regra do grid invertido para a segunda bateria. É o ‘Mr. Consistency’, como tem sido chamado lá fora.

“Nove pódios em nove finais de semana. Estamos mostrando uma grande performance e uma boa consistência no campeonato, o que é importante”, declarou Razia, no pódio após a corrida deste domingo (29).

Razia começou o ano bem, com uma vitória na Malásia, na primeira prova de 2012. Mas não tinha pinta nenhuma de que disputaria o título em seu quarto ano de GP2. Nas três primeiras temporadas, nunca foi além do 11º lugar. Seu acerto com a Arden, uma equipe forte e de propriedade de Christian Horner, chefe da Red Bull, foi considerado muito bom até por conta disso: Razia nunca havia se mostrado como um grande piloto na GP2.

Outro fator que serviu para tirar de Razia a pinta de que ele brigaria pelo título foi o bom começo de Davide Valsecchi na equipe campeã da temporada de 2010, que venceu três das quatro corridas disputadas no Bahrein. Nas seis primeiras corridas, ele tinha 34 pontos de vantagem para o baiano.

O campeonato começou a virar na segunda corrida da rodada de Barcelona. Razia venceu a segunda bateria e, desde então, apenas descontou a diferença para Valsecchi. Três provas seguidas do italiano fora dos pontos (a segunda de Mônaco e as duas de Valência) deixaram Razia a um ponto de Valsecchi. Em Silverstone, assumiu a liderança e abriu seis pontos para o adversário. Em Hockenheim, na semana passada, teve todas as chances para disparar, só que errou e com isso a diferença se manteve na casa de 10 pontos.

Na recuperação de Razia, contaram muito os zeros. Razia tem dois zeros no campeonato. Valsecchi tem cinco. São muitos erros do italiano. Passou do limite faz tempo. Desde que a GP2 chegou à Europa, Valsecchi tem como melhores resultados dois segundos lugares, na sprint race da Inglaterra e na corrida principal da Hungria. Ao todo, são seis pódios no ano.

A etapa da Hungria viu uma briga direta entre os dois, no sábado, quando Valsecchi foi segundo. Mas Razia terminou ali, em terceiro. Neste domingo, o baiano largou em sexto e passou a prova toda em quarto, atrás de Giedo Van der Garde, esperando o momento certo para fazer a ultrapassagem. “Foi crucial. Fiz uma manobra muito boa, sem que ele estivesse esperando, e então foi controlar o pódio”, disse Razia. “Um grande fim de semana”, definiu, apesar de ter perdido três pontos em relação a Valsecchi, e diferença estar na casa de sete pontos.

Quando a GP2 voltar de suas férias de verão, estará em sua reta final. Restam três rodadas duplas, em Spa-Francorchamps, Monza e Cingapura. Esteban Gutiérrez, terceiro colocado, tem chances matemáticas que, na prática, são escassas.

O duelo será de gato e rato, entre Razia e Valsecchi. Nessa reta final, a briga deixa de ser por vitórias, passa a ser para chegar um a frente do outro. É cada ponto a mais ou a menos que o rival que fará a diferença nas corridas finais para que Razia possa chegar ao título. E Razia chega a essa reta final como favorito, pelo retrospecto que vem apresentando ao longo de toda a temporada. Valsecchi não inspira confiança. Razia chega às provas finais da GP2 com boas chances de ser o primeiro brasileiro a conquistar o título da categoria que acompanha o circo da F1.

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