10 motivos para acreditar que 2012 é o melhor ano da história

Estava eu, hoje, na Fnac da Avenida Paulista, que fica entre a sede da redação da Warm Up e a Fundação Cásper Líbero, e em frente ao Top Center. São os lugares onde passo a maior parte do meu tempo. Mas pouco importa isso para o leitor.

O que quero contar é que, durante minha estadia na Fnac Paulista, depois de assistir ao filme d'”As aventuras de Tintim” enquanto relaxava em uma confortável cadeira, passei pela seção de revistas e, escondida entre tantas outras, avistei algumas ‘F1 Racing’. Decidi comprá-la.

Peguei, fui ao caixa e lá, a minha surpresa. 60 reais. Desisti dos planos. Uma pena. A matéria de capa era bem interessante, ’10 motivos para a temporada de 2012 da F1 ser melhor que a de 1982′, para eles, a melhor da história.

1982 foi um dos anos em que o campeão somou o menor número de pontos. Keke Rosberg, da Williams, assumiu a liderança na antepenúltima prova, e terminou o campeonato com 44 pontos e uma vitória.

O vice-campeão foi Didier Pironi, da Ferrari, que não correu as últimas cinco depois do grave acidente que sofreu em Hockenheim. John Watson foi o terceiro, com a mesma quantidade de pontos de Pironi.

A tragédia de Pironi, que nunca mais voltou a competir na F1, não foi a única daquele ano. Antes dele, perderam a vida Gilles Villeneuve, na Bélgica, e Ricardo Paletti, no Canadá.

Naquele ano, a F1 foi rebelde. Primeiro, os pilotos entraram em greve, na África do Sul, por discordarem da nova política de superlicensas da FISA. Depois, as equipes entraram em greve, insatisfeitas com a suspensão aplicada pela entidade a seus pilotos, e o GP de San Marino teve apenas 14 carros.

Também foi registrada a maior sequência de vencedores diferentes em uma única temporada da história da F1, nove: Riccardo Patrese, Watson, Nelson Piquet, Pironi, Lauda, René Arnoux, Patrick Tambay, Elio de Angelis e Keke Rosberg, entre as provas de Mônaco e da Suíça (que aconteceu na França, já que o automobilismo foi proibido no país até 2008).

Como não cheguei a ler os motivos elencados pela publicação, fiquei curioso, e decidi eu listar dez motivos que fazem desta temporada ainda melhor que a disputada a 30 anos atrás. Neste ponto, eu concordo. 2012 está sendo um ano realmente muito bom.

1- Equilíbrio
11 provas se passaram, e não dá para fazer qualquer previsão. Alonso lidera, mas Kimi Räikkönen, o quinto colocado, está a 48 pontos do espanhol. Considerando que a Lotus promete voltar forte das férias, que a McLaren também retornou à boa forma e que 225 pontos ainda estão em jogo, essa diferença é pequena. Tem também o campeonato de construtores, no qual a Red Bull é favorita, mas que tem Ferrari, Lotus e McLaren bem próximas na segunda posição.

2- Sete vencedores nas sete primeiras corridas
Só o começo da temporada de 2012 já foi espetacular. Nenhum vencedor se repetiu nas oito primeiras provas do campeonato. Jenson Button, Fernando Alonso, Nico Rosberg, Sebastian Vettel, Pastor Maldonado, Mark Webber e Lewis Hamilton. A tão longa sequência de 1982 foi motivada por uma série de incidentes. Em 2012, tratou-se apenas de equilíbrio e imprevisibilidade.

 

3- Grandes corridas
Só o GP da Hungria foi chato. Todos os outros dez foram bem legais e imprevisíveis, cheios de grandes momentos. E olha que mesmo o GP da Hungria ainda teve uma emoçãozinha no final, quando Kimi Räikkönen se aproximou de Lewis Hamilton.

4- F1 para todos
É uma F1 democrática a que vemos em 2012. Cinco equipes já venceram, uma namorou com a vitória algumas vezes, e não há porque duvidar que a Sauber possa surpreender, afinal, o time suíço se mostrou forte em algumas ocasiões e, contando com um pouco mais de sorte, pode sim subir ao degrau mais alto do pódio, o que seria sensacional. Além disso, vimos a Williams voltar a vencer após oito anos. Dá para sonhar com a marca de sete equipes diferentes vencendo, registrada em 1982, mas, de novo, em 2012, essa variação foi natural.

5- Guerra de pneus
Estamos vendo uma guerra de pneus com uma única marca. Se, por um lado, os pneus da Pirelli se desgastam rápido, o que poderia constituir propaganda negativa para a marca, por outro, ela virou personagem central na disputa pelo título. Os italianos criaram um enigma que é preciso ser decifrado a cada prova, contribuindo para o equilíbrio do campeonato.

6- As 20 corridas de Bernie
Parecia absurdo para alguns, mas está bom de mais esse calendário de 20 corridas. Tem F1 o ano todo, e corridas muito boas. Pode acontecer de tudo a qualquer momento, e tem muita coisa para acontecer na disputa pelo título. Entre setembro e novembro, serão nove corridas.

7- O show de Alonso
Não dá para negar que o melhor piloto de 2012 é Fernando Alonso. Com um carro que, na Austrália, estava a quase 2s dos líderes, o espanhol lidera o campeonato. Pontuou em todas as corridas, venceu três e lidera com 40 pontos de vantagem para Mark Webber. É ele quem está na primeira posição, e não a Ferrari. Pelo desempenho que apresentou, é quem mais merece vencer. Digna de nota a emocionante vitória no GP da Europa, em Valência, quando Alonso carregou a bandeira da Espanha e chorou no pódio. Tudo isso em meio ao complicado momento econômico do país ibérico.

8- Mercado agitado
Fora das pistas, muitas especulações sobre o futuro dos pilotos. Mark Webber se acertou com a Red Bull, mas McLaren, Mercedes e Ferrari ainda tem postos em aberto para a próxima temporada. A Lotus também não tem ninguém confirmado. Sergio Pérez quer subir para a Ferrari, enquanto Felipe Massa pensa em se manter em Maranello. Fala-se que Räikkönen também pode ir para lá. O futuro de Bruno Senna também é uma incógnita.

9- Sem tragédias
Felizmente, nenhum grave acidente assustou a F1 em 2012, como tanto aconteceu em 1982.

10- O sexteto de campeões
Schumacher, Alonso, Vettel, Button, Hamilton, Räikkönen. Os seis últimos pilotos a vencerem o Mundial de Pilotos, donos de todas as taças desde 2000, todos correndo juntos e subindo ao pódio. Em 1982, eram apenas dois pilotos já campeões, Niki Lauda e Nelson Piquet. Sem dúvida essa coleção de títulos – 14 no total – dá um brilho a mais para 2012.

Se o mundo acabar mesmo, não vai dar para dizer que a F1 acabou mal.

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7 comentários em “10 motivos para acreditar que 2012 é o melhor ano da história

  1. Renan se eu não estiver enganado em 1982 havia mais um campeão que foi Alain Prost que conseguiu este feito em 1980 em cima de Piquet, mas o feito dele naquele ano foi tão apertado que realmente pode enganar alguns que poderia ter sido o brasileiro a se sagrar campeão naquele ano.

    1. Valeu mauro, acabei me equivocando. Como disse Senna: F 1 é política, apesar que não saberia dizer a força política que teria Alan Jones para jogar o carro no Piquet e não dar em nada, talvez os comissários da época fossem fracos mesmo, uma pena…

  2. os campeonatos de 83 e 86 foram melhores que o de 82 naquele ano o equilibrio foi causado por uma series de fatores a falta de resistencia dos turbos e a fatalidade da favorita ferrari que dominaria o campeonato se não tivesse perdido seus dois pilotos

  3. Uma outra coisa que tou gostando nesta temporada são as velhas tradições retornando. Aliás, desde a temporada passada os pilotos aparentam querer deixar de lado o padrão de esportista certinho. Eles estão levantando bandeiras, fazendo zerinhos, pegando carona, empurrando o carro no meio da pista por falta de combustível, alguns com sem papas na língua (como Hamilton e Massa, Maldonado e Perez e por aí vai). É o tipo de coisa que torna o esporte de alta performance mais humano.

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