Piquet sexagenário

Ontem foi Nigel Mansell o ex-piloto da Williams que apareceu aqui no blog, hoje é Nelson Piquet. Aniversariante do dia, o primeiro brasileiro tricampeão mundial completa seis décadas de vida.

Nem sempre Piquet é colocado na lista dos melhores pilotos de F1 de todos os tempos, mas é, sem dúvida, um dos grandes. Não é para menos, afinal, são apenas oito os pilotos que chegaram a três títulos mundiais. Sebastian Vettel e/ou Fernando Alonso estenderão esta lista em um futuro próximo – talvez já neste ano.

Seguem alguns números da carreira de Piquet na F1: 204 largadas em 14 temporadas, de 1978 a 1991, 23 vitórias, 24 poles, 23 voltas mais rápidas, 60 pódios e 485,5 pontos, além de 86 abandonos. Liderou 1600 das 9870 voltas que completou na F1.

Prova da constância de Piquet é que, na temporada em que ele mais venceu, não foi campeão. Piquet faturou quatro provas em 1986, mas terminou na terceira posição. Mesmo assim, foi Alain Prost quem subiu mais vezes ao degrau mais alto do pódio naquela temporada, cinco vezes. Prost também foi quem mais venceu em 1983, ano do bi, 4×3, e empatou em 3×3 com Piquet em 1981. Já em 1987, Piquet venceu três corridas, metade das seis de Mansell.

Piquet competiu por seis equipes diferentes, mas Ensign e McLaren, em 1978, nem conta direito. Na prática, o carioca  radicado em Brasília defendeu quatro times: Brabham, Williams, Lotus e Benetton. O primeiro, por sete anos. Nos outros, passou dois anos em cada.   Só não venceu pela Lotus, porque não dava.

Com a Benetton, surpreendeu em 1990, terminando o campeonato na terceira colocação – resultado que contou com uma contribuição incrível das duas vitórias nas duas últimas provas do ano: antes do GP do Japão, o da dobradinha brasileira, com Roberto Pupo Moreno, era o sexto colocado, com 26 pontos; as vitórias em Suzuka e em Adelaide o fizeram superar Thierry Boutsen, da Williams, Gerhard Berger, da McLaren e Mansell, então na Ferrari. O feito também resultou no terceiro lugar do Mundial de Construtores para a Benetton. Em 1991, ainda beliscou uma vitória, a última de sua carreira.

Brasil 86Mas chega, eu escrevi demais. Não queria escrever tanto. No Grande Prêmio tem uma galeria de 30 imagens mostrando passagens da carreira de Nelson Piquet. Tem também um texto do amg Fagner Morais sobre com vida e obra do tricampeão. Gostei dessa que está aqui do lado, do GP do Brasil de 1986. Segunda vitória dele no Brasil, logo na estreia pela Williams.

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