Corrida chata em Nürburgring deixa Mercedes alerta no DTM

Não tenho dúvidas ao dizer que a etapa de Nürburgring do DTM, disputada na manhã deste domingo (19), foi uma das piores corridas que já vi. Não teve briga direta por posições na pista. As paradas de box não criaram nenhuma tensão a mais. Uma corrida chata pra caramba.

Normalmente as corridas em Nürburgring são boas. Mas nem tanto nesse traçado curto que foi utilizado no DTM. Não é a mesma configuração da F1, tem menos pontos de ultrapassagens e, em meio a tantos aclives e declives, fica complicado para carros grandes como são os do DTM tentarem arriscar muito.

Bruno Spengler largou na primeira posição, ficou em primeiro durante toda a corrida, apenas administrou e venceu. Sua segunda vitória do ano, a segunda da BMW no ano, e que serviu para reafirmar o canadense na briga pelo título.

A situação também não está mais tão confortável para Gary Paffett. Bastou um resultado de menor expressividade para o inglês ganhar motivos para se preocupar. Na sua pior posição de chegada do ano, Paffett viu a diferença para o segundo colocado – antes Jamie Green, agora Spengler – cair 17 pontos, de 37 para 20. Em uma corrida, ele pode deixar a posição que ocupa desde a abertura do campeonato.

Mais: a Mercedes também precisa tomar cuidado. A BMW está forte desde o começo do ano, e a Audi cresceu depois dessa pausa do meio da temporada. O sinal amarelo está aceso em Stuttgart.

Edoardo Mortara largou em segundo e chegou em segundo. Não ameaçou Spengler, não foi ameaçado por ninguém. Em terceiro chegou Tomczyk, que largou em quinto, passou Filipe Albuquerque na largada e Mike Rockenfeller nos boxes.

Albuquerque, a propósito, fez um moonwalk. Na primeira curva já era o décimo. Aí as suas chances de pódio ficaram comprometidas.

Destaque para Green, que optou por uma estratégia diferente, parou antes no box e, andando com a pista livre, conseguiu superar Rockenfeller também nos boxes, e terminou em quarto. O resultado, porém, não bastou para que ele continuasse como vice-líder.

O desempenho de Augusto Farfus seguiu a mesma toada de todo o resto. O brasileiro perdeu posições na largada e, a partir daí, não conseguiu recuperar nada. Em décimo, terminou pela terceira vez dentro da zona de pontuação, sempre nas etapas pares. A meta de Farfus é ficar sempre entre os dez nesta segunda metade de campeonato. Missão um, concluída. Restam quatro.

A próxima etapa do DTM acontece já na próxima semana. É em Zandvoort, que fica na Holanda, e não na Bélgica.

Anúncios

Comente este post

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s