Toyota: forte como nunca

A Toyota acertou a mão no TS-030

A Toyota chega a sua segunda corrida no WEC mais próxima da vitória do que esteve em seus oito anos na F1. É bem verdade que uma comparação entre a F1 da década passada, com várias montadoras envolvidas, e o Mundial de Endurance, que só tem Toyota e Audi, basicamente, ajuda a deixar o cenário atual melhor para a Toyota. Mas o paralelo é válido, e a estreia em Le Mans, apesar dos abandonos, serviu para dar tranquilidade aos japoneses.

Não se sabia se os protótipos da Toyota andariam no mesmo nível dos da Audi, nem se aguentariam a corrida inteira. Não aguentaram, é verdade, mas andaram muito bem as primeiras horas, e isso vai contar daqui em diante no Mundial de Endurance, visto que todas as cinco corridas que restam têm 6h de duração.

Em Le Mans, os dois carros da Toyota chegaram a ameaçar a liderança da Audi. O ritmo era impressionante. Um dos pilotos da montadora alemã, Allan McNish admitiu, em entrevista à ‘Autosport’, que percebeu, no meio da corrida, que o desempenho dos japoneses era mesmo bom.

“Nós sabíamos que eles eram rápidos, mas foi uma surpresa quando percebi que eles ainda tinham um bom ritmo com quatro, cinco, seis horas de corrida. Se eles tivessem um carro confiável, brigariam conosco até o fim”, disse o escocês.

Em Silverstone, será a Toyota capaz de fazer frente à Audi, assim como fez em Le Mans?

Desde a prova ‘sarthiana’, dois meses se passaram. Para a Audi, “um longo tempo”. Para a Toyota, “tempo para digerir Le Mans, entender onde eles podem melhorar e trazer pequenos detalhes, como um pacote aerodinâmico que se adapta melhor aos circuitos que temos pela frente”, declarou McNish. Neste intervalo, a montadora japonesa trabalhou no TS-030 e corrigiu os problemas observados em Le Mans para a maratona de cinco provas em nove semanas que tem pela frente.

Tanto Audi quanto Toyota cortaram suas operações pela metade após Le Mans. Os alemães andaram com quatro carros nas primeiras provas, e vão com dois daqui em diante. A Toyota teve dois em Le Mans, e vai com apenas um até o fim do campeonato. Este carro da Toyota será guiado por Alexander Wurz, Nicolas Lapierre e Kazuki Nakajima.

Wurz exaltou os resultados registrados após um treino realizado em Motorland, na Espanha, na semana passada. “Foi um teste encorajador que nos deu muitos dados sobre o pacote aerodinâmico revisado. Usamos esses dados, mais as experiências que adquirimos no simulador, para nos preparar para Silverstone”, comentou o austríaco. “Mas não há nada que substitua tempo de pista, então temos que aproveitar ao máximo as sessões de treino. Vamos enfrentar rivais duros, mas vamos continuar forçando para, quem sabe, estar no pódio”.

Em Le Mans, Nakajima jogou fora as chances de vitória quando bateu no Delta Wing em uma relargada. Todavia, a Toyota deixaria a disputa pouco depois, com um problema no motor

Outro ponto positivo que McNish apontou no TS-030 é uma superioridade em curvas de baixa velocidade, que vão prevalecer daqui em diante. Em Silverstone, nem tanto, é uma pista de alta velocidade e tem mais curvas de alta velocidade do que de baixa. Mas aí vem as 6 Horas de São Paulo, e aí sim essa vantagem mencionada pelo escocês pode fazer a diferença.

De certa forma, o circuito de Interlagos é bobo. São muitas curvas de baixa velocidade e duas longas retas. Será que é aqui no Brasil que a Toyota terá sua grande chance?

E com sete carros e duas montadoras na LMP1, a divisão principal, é inegável que o caminho para que se chegue, ao menos, no pódio nas próximas corridas não é complicado. É uma questão apenas de se fazer tudo certo.

A Toyota começou bem no endurance, agora precisa dar continuidade

Para encerrar, McNish ainda falou que a Toyota, “definitivamente”, pode se tornar uma rival tão grande para a Audi quanto foi a Peugeot nos últimos anos, antes de os franceses abandonarem o programa do endurance. “Certamente, depois de Le Mans, eles ganharam muito respeito. Eles só vão melhorar, e nós temos que melhorar para ficar a frente deles. É disso que eu mais gostava quando a Peugeot estava envolvida”, relembrou. Naquele tempo, porém, a Audi mais correu atrás do que o contrário, mas não deixa de fazer sentido a opinião de McNish.

Com o investimento alto – o dinheiro vindo lá do Japão não falta – e tranquilidade, a vitória virá. A corrida deste fim de semana – cuja largada será às 8h – vai servir para nos dizer quanto realmente falta para a Toyota vencer. Mas já não dá para descartá-la da disputa pela vitória em Silverstone.

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