Para a Penske, ou vai ou racha

Conseguirá Power enfim conquistar seu título (Foto: IndyCar/LAT USA)

A Penske está em uma boa situação para vencer pela segunda vez o campeonato da Indy. O resultado da etapa de Sonoma serviu para dar mais tranquilidade ao time de Roger Penske. Se bem que as coisas não devem estar lá tão tranquilas. Isso porque a equipe quer, desesperadamente, o título.

Ryan Briscoe meio que atrapalhou os planos, pois tirou pontos de Will Power, mas, mesmo assim, o australiano agora tem 36 de vantagem sobre Ryan Hunter-Reay com duas corridas restando. Graças aos maus-resultados de Scott Dixon e Ryan Hunter-Reay neste fim de semana.

Pode não parecer, mas a Penske só foi campeã da Indy uma única vez, em 2006, com Sam Hornish Jr. Por isso a necessidade do caneco em 2012. É que as vitórias nas 500 Milhas de Indianápolis – que são tão ou mais importantes quanto o campeonato – minimizam um pouco isso.

Hunter-Reay quer devolver à Andretti os seus dias de glória (Foto: IndyCar/LAT USA)

Para piorar, um possível título de Dixon, quarto colocado, seria o quinto consecutivo da Ganassi, grande rival da Penske nos últimos anos. Seria freguesia demais. Se Hunter-Reay ganhar, a conquista marcará o retorno da Andretti, que ficou um pouco para trás nos últimos anos.

Desde 2008, Penske e Ganassi são as potências da Indy. Expandiram suas operações, investiram pesado e dominaram os campeonatos. Mas um espetacular Franchitti colocou três no bolso. Power e Hélio Castroneves, por outro lado, andaram bem, mas não conseguiram se consagrar. E é isso que falta para Roger Penske.

A Penske se entendeu mais rápido com o novo carro da Indy e venceu as quatro primeiras corridas do ano. Parecia que este seria, fácil, o ano da equipe. Mas aí veio a polêmica dos motores Honda e o crescimento da Andretti e de Hunter-Reay, que venceu três seguidas.

Diferentemente do que aconteceu nas últimas temporadas, Power, embora chegue ao fim liderando, não dominou. A última vitória dele foi em São Paulo, em abril. Faz tempo. A regularidade – e a irregularidade dos outros – tem sido seu trunfo.

Em Baltimore, onde venceu no ano passado e deve ser considerado grande favorito para a prova deste ano, será a hora da verdade para Power. Ele tem de sair de lá com, no mínimo, um pódio. Aí estará com a mão na taça e poderá fazer uma corrida burocrática em Fontana, no encerramento da temporada. Eu diria que, em condições normais, é dele.

Resta saber quem é que vai conseguir ameaçá-lo: Hunter-Reay, Castroneves ou Dixon. E aí eu não tenho palpite. Acho que tudo pode acontecer. vai depender de quem estiver em um melhor momento.

Quantas chances mais para disputar o título Castroneves terá? (Foto: IndyCar/LAT USA)

Para Castroneves, esta decisão tem de ser levada a sério por um motivo: não dá para saber se ele terá outra grande chance. Por mais reconhecido que seja pelas três vitórias em Indianápolis, falta-lhe o campeonato, e sua carreira está entrando na reta final. Quantos anos mais ele terá?

Para a Penske, a derrota pode iniciar um processo de mudança. Será difícil digerir mais um ano em que o time nadou, nadou e nadou para morrer na praia. Talvez o primeiro seja Briscoe, que não anda bem há algum tempo. Talvez sejam mudanças internas. O certo é que perder o título de 2012 será bastante desagradável.

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5 comentários em “Para a Penske, ou vai ou racha

    1. Desde que deixou a Champ Car e migrou para o que hoje é a Indy, a Penske venceu apenas uma vez, em 2006, com Sam Hornish Jr. Os títulos podem até ser unificados, mas o campeonato é outro, e esta é a questão debatida.

  1. Olá Renan, vc que acompanha Indy mais de perto por favor me tire uma dúvida, o segundo time da Ganassi esta para o primeiro assim como a Toro Rosso esta para a Red Bull? Ou seja relegada a segundo plano ou em o mesmo nível de competitividade que o principal?

    1. Não acho que dê para fazer essa comparação, pois a Indy, tecnicamente, é muito diferente da F1. Há semelhanças, de fato, mas, na F1, a Toro Rosso só ganha da Red Bull se tiver um Vettel, como foi em 2008.

      Na Ganassi, o time principal tem os dois melhores pilotos e a melhor equipe de engenheiros e estrategistas. O time 2 pode ter até ter um potencial humano menor, mas está dentro da Ganassi – as fábricas de RBR e STR são separadas – e são uma forma de também se arrecadar mais dinheiro. Os pilotos do time 2 devem levar patrocínios, mas também apresentar bom desempenho – não ficaram satisfeitos com o Graham Rahal e mandaram ele embora, apesar da grana.

      E a Indy é a Indy. Tudo pode acontecer a qualquer momento e os carros são iguais, então conseguindo um bom acerto e uma estratégia boa, você pode brigar pelas primeiras posições.

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