6 Horas de São Paulo: na pista

(Foto: Rodrigo Berton/Agência Warm Up)

A corrida disputada neste sábado (15), em Interlagos, entra para a história como a primeira vez em que a Toyota triunfou no Mundial de Endurance. Foi o hino japonês que tocou em São Paulo.

Oito anos na F1 não bastaram para que a montadora triunfasse. No endurance, bastaram três corridas. Resultado de um projeto mais enxuto, de orçamento mais limitado, que foi mais certeiro.

Alexander Wurz e Nicolas Lapierre andaram muito bem. Além de contar com um carro que rende muito mais que os Audi nas curvas de baixa velocidade, a dupla viu o TS-030 se comportar melhor com a temperatura mais elevada. Além disso, Alex e Nico conseguiram trabalhar melhor o desgaste dos pneus e, com isso, foram muito mais consistentes.

André Lotterer, Marcel Fässler e Benoît Tréluyer terminaram na segunda colocação com o Audi híbrido, o e-tron. Mas estavam a uma volta atrás, não havia o que fazer. No R18, Lucas Di Grassi ainda tentou alcançar Lotterer no fim, mas não deu.

O brasileiro, aliás, fez um ótimo fim de semana. Correndo ao lado de Tom Kristensen e Allan McNish, foi mais rápido que ambos o tempo todo em Interlagos, cresceu dentro da equipe e ainda conseguiu registrar a melhor volta da corrida. Deixou uma ótima impressão na Audi.

Quem aparentemente, quem mais gostou foi Tom Kristensen. O dinamarquês rasgou elogios a Lucas. Se dependesse dele, era bem possível que o brasileiro continuasse correndo já a partir da próxima etapa, daqui a duas semanas, no Bahrein.

Dos últimos brasileiros que estrearam na F1 (Di Grassi, Nelsinho Piquet e Bruno Senna), sempre achei Lucas o melhor. A porta da F1, porém, se fechou para ele e são os caminhos alternativos que podem levá-lo ao sucesso no automobilismo. Quem sabe a Audi decide acolhê-lo de vez para a próxima temporada.

Destaque também para Fernando Rees. O colunista da Revista Warm Up, que é gente finíssima – não o conhecia até este fim de semana – fez uma corridaça na GTE Am. Ele largou em quarto, alcançou a liderança ainda em seu stint e entregou o carro em uma ótima condição para Julien Canal e Patrick Bornhauser. Os franceses não decepcionaram e tiveram sua participação na primeira vitória brasileira no WEC.

(Só depois que escrevi este post fiquei sabendo que o carro da Larbre foi desclassificado na vistoria técnica. A equipe vai recorrer e o resultado continua sub-júdice. Confirmada a desclassificação, a vitória passa para Christian Reid, Paolo Ruberti e Gianluca Roda, que andaram de Porsche.)

Na categoria LMP2, só deu o trio da Starworks. Stéphane Sarrazin, Ryan Dalziel e Enzo Potolicchio largaram da pole-position e dominaram a corrida.

Por fim, na GTE Pro, vitória de Giancarlo Fisichella e Gianmaria Bruni. Fisichella, enfim, subiu ao degrau mais alto do pódio em Interlagos. Foi aqui que ele conquistou a primeira de suas três vitórias na F1, no GP do Brasil de 2003. A festa veio com nove anos de atraso.

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Um comentário sobre “6 Horas de São Paulo: na pista

  1. Também sempre achei o Lucas melhor que esses aí e mais metade do grid da F1. É bom que se dê bem nas outras categorias. Pena que o pessoal público em geral não saiba que há vida fora da F1.

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