A vantagem de se ter dois carros

A Audi voltou a vencer no Mundial de Endurance, resposta à Toyota pelo o que aconteceu aqui em São Paulo, no meio de setembro. O trio que faturou a vitória foi André Lotterer, Marcel Fässler e Benoît Tréluyer, que lideram a classificação de pilotos. O relato da corrida está no GRANDE PRÊMIO.

Só que não foi tão fácil assim não para os alemães. No desempenho de pista, uma vitória da Toyota chegou a se desenhar. Valeu, ali, a maior confiabilidade do e-tron quattro #1, o protótipo vencedor.

Allan McNish começou na frente com o e-tron quattro #2. Mas o carro, recém-montado, não resistiu por muito tempo. Depois do primeiro pit-stop, o escocês precisou voltar aos boxes para consertar os faróis dianteiros. Neste momento, Nicolas Lapierre pulou para a primeira posição e disparou.

O ritmo da Toyota era muito bom. Parecia que os japoneses repetiriam o que fizeram em São Paulo: abrir uma vantagem grande o suficiente para que pudessem parar no fim, fazer um splash-and-go e voltar ainda na frente dos alemães. Só que a noite acabou com a sorte da Toyota.

Depois do pôr-do-sol em Sakhir, com duas horas de corrida, as luzes que ficam no painel dos números na lateral do carro não funcionaram. Foram necessárias quatro voltas para que fossem ajustadas.

A Toyota nunca havia andado à noite. Pegaram só um pouco do escuro aqui em Interlagos, no fim da corrida. Nas 24 Horas de Le Mans, em junho, eles abandonaram antes de anoitecer.

Solucionado o problema, era preciso salvar o pódio. Caíram para o quinto lugar, ganharam duas posições. Depois, ao tentar aplicar uma volta sobre Danny Watts, o quarto colocado, Lapierre e o inglês se enroscaram. Com a suspensão dianteira direita quebrada, a corrida acabou ali para a Toyota.

Audi e Toyota andaram próximas no começo da corrida no Bahrein (Foto: Toyota)

Lapierre se explicou:

– Ele [Watts] tinha uma boa velocidade final e eu precisei mergulhar para tentar ultrapassá-lo e nos tocamos. Se estivéssemos brigando por posição, eu diria que a culpa seria minha, mas haviam bandeiras azuis – lamentou.

Ao meu ver, o francês se precipitou. Sempre dá para esperar o melhor momento. Não é uma corrida curta, uma corrida de F1, em que uma volta a mais preso atrás de um adversário faz toda a diferença. Restavam duas horas de disputa. Lapierre jogou o pódio da Toyota fora.

Debaixo do forte calor, não foram só Audi e Toyota que tiveram problemas, mas ter dois carros se mostrou uma vantagem para a Audi na disputa pela vitória. Quando um teve problema, estava lá o outro para aproveitar. A Toyota certamente sentiu a falta de um segundo carro. Trabalham para tê-lo, mas o orçamento é limitado.

O que a Toyota tira de positivo das 6 Horas do Bahrein, após quatro corridas disputadas no Mundial de Endurance, é que o TS-030 é capaz de acompanhar a Audi em qualquer tipo de pista. A disputa está lá, agora é preciso que mais montadoras cheguem e deixem esse campeonato ainda melhor.

A próxima etapa do WEC é daqui a duas semanas, em Fuji, na casa da Toyota. Muitas curvas de baixa e longas retas. Uma pista que eu, particularmente, gosto bastante, e onde a montadora japonesa fará de tudo para ficar com a vitória.

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