A primeira de Farfus

– Com certeza temos muitos pontos para melhorar para o futuro, mas conheço o potencial da equipe e sei que vamos vencer provas logo, logo! – afirmou Augusto Farfus, em agosto, em entrevista ao GRANDE PRÊMIO.

Desde a estreia no DTM, a BMW esperava um bom desempenho neste seu primeiro ano, dada a extensa preparação realizada, mas não um desempenho tão bom. Das três marcas que disputam a categoria, é a que mais venceu, quatro vezes.

Mas hoje o dia é para falar do Farfus. Assim como a montadora, ele sabia que seria possível obter grandes resultados, mas que, antes disso, precisava se adaptar ao DTM. Nâo demorou. A vitória neste ano de estreia na categoria coroa todo o trabalho realizado por ‘Ninho’.

Na primeira metade da temporada, Farfus foi ao pódio pela primeira vez, em Lausitz, mas foi algo ocasional, tanto é que ele enfrentou dificuldades nas corridas seguintes e marcou apenas mais um ponto. Foi para as férias do meio do ano e voltou determinado a estar sempre presente na zona de pontuação.

Conseguiu. Décimo em Nürburgring, nono em Zandvoort, quinto em Oschersleben e essa vitória de hoje. Uma vitória maiúscula. Farfus chegou à Valência pensando em vencer. Falou em vitória antes do início dos treinos. Foi terceiro na sexta-feira, debaixo de chuva, pole-position no sábado com pista seca, dominou a corrida neste domingo.

Augusto escolheu um caminho alternativo na carreira. Quando garoto, foi andar de kart na Europa. Migrou para os monopostos e foi campeão europeu de F-3000, mas decidiu migrar para as categorias de turismo. Ali, ele se encontrou. Primeiro, foi piloto da Alfa Romeo, com quem chegou ao WTCC e venceu. Acabou em terceiro lugar na temporada de 2006. A partir do ano seguinte, foi para a BMW, desde então sua casa. Conquistou mais vitórias e voltou a disputar o título, em 2009, quando, de novo, acabou em terceiro.

Prova de que ganhou seu espaço dentro da montadora foi o convite para acompanhá-la na mudança do WTCC para o DTM. Farfus participou de todo o projeto, desde o princípio, passou o ano de 2011 sem disputar um campeonato completo. Em 2010 e 2011, disputou o grande sonho de consumo da BMW, as 24 Horas de Nürburgring, sendo que ganhou em 2010.

A vitória de hoje é um prêmio para Farfus. Ele venceu na principal categoria em que poderia competir. E esta não deve ser sua única vitória no DTM, a julgar pelo crescimento que o curitibano vem apresentando. Não sei se vocês repararam, mas ele saiu do pódio e deixou o troféu lá em cima. Na próxima ele se lembra de pegar.

O campeonato

A decisão do campeonato deve ser das boas, daqui a três semanas, em Hockenheim, na Alemanha. Gary Paffett e Bruno Spengler chegarão à prova final separados por somente três pontos.

Paffett parecia ter o campeonato na mão após a primeira metade, tamanha sua superioridade nas cinco corridas iniciais da temporada. Spengler venceu duas das últimas quatro corridas e conseguiu uma ótima recuperação no fim em Valência – facilitada por Dirk Werner e Andy Priaulx. Foi sexto, enquanto Paffett abandonou na 18ª posição.

O britânico da Mercedes venceu na abertura da temporada em Hockenheim, mas eu não aposto em nova vitória dele, pelo o que vem acontecendo nas últimas corridas. Spengler e a BMW estão muito fortes. A BMW é, inclusive, a montadora que mais venceu na temporada, quatro triunfos. O título no ano do retorno à categoria sem dúvida é uma motivação a mais para a BMW e para Spengler.

Anúncios

Comente este post

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s