Passando a régua: GP da Índia

Nessa semana não vai dar para fazer o balanço do GP da Índia da mesma maneira que eu fiz o das últimas corridas. É que o meu computador quebrou e não tive como trabalhar em muita coisa neste domingo. Vai uma versão compacta, então.

Sebastian Vettel venceu pela terceira vez consecutiva de ponta a ponta, quarta vitória seguida do alemão. A Red Bull cresceu demais, é verdade, mas não dá para dizer que Vettel não faz a sua parte, como tanta gente sugeriu no Twitter na hora da corrida. “Vitória de Adrian Newey”. “Vettel só ganha porque tem o melhor carro”.  Não é assim. Não dá para desmerecer o que ele está fazendo na pista nesta reta final.

Aos 25 anos, Vettel tem 26 vitórias. Passou Niki Lauda e Jim Clark. Ultrapassou também a casa de 1000 pontos na carreira. Tem uma média de mais de 10 pontos por corrida – com o novo sistema de pontuação, o consenso geral é que, para disputar o título, é preciso alcançar os dígitos duplos a cada GP.

Vettel tem tudo para conquistar o tri em 2012, o tri consecutivo, algo que só Juan Manuel Fangio e Michael Schumacher conseguiram. É um destruidor de recordes. Mais do que foi Schumacher, seu ídolo de infância.

Alonso, coitado, nadou, nadou, nadou e vai morrer na praia. Não tem como. Se ele ganhar as três últimas corridas, é campeão, mas eu já digo que seu título depende de um problema de Vettel numa das provas que restam. Do contrário, não ganha. No pódio, estava com cara de “é, acho que não vai ser dessa vez”.

A McLaren é que parece já ter jogado a toalha. Seus pilotos foram mal na corrida, não se destacaram no monótono GP da Índia. Hamilton quarto, Button quinto. Vão tentar beliscar mais alguma vitória aqui e acolá, mas título, não mais.

Massa não fez mal a ninguém em Buddh. Chegou onde largou, segurou Kimi Raikkonen mesmo precisando economizar combustível, ensaiou atacar Button, mas não conseguiu.

A Sauber terminou fora dos pontos de novo e, com isso, continua atrás da Mercedes. Os alemães ficaram fora dos pontos pela terceira corrida consecutiva. A Force India, pontuou. Pouco, quatro pontos com Nico Hulkenberg, mas vai descontando, aos poucos, a vantagem da Sauber no Mundial de Construtores. Talvez consigam até mesmo entrar na briga pela quinta posição, apesar da pindaíba em que está seu dono, Vijay Mallya.

Senna pontuou, de novo, pela oitava vez no ano. O problema [e que sua média não é nem de dois pontos por corrida. Assim como não é a de Pastor Maldonado. O ano da Williams, de bom, teve só a vitória na Espanha mesmo.

E, pra encerrar, Schumacher, que foi investigado por ignorar bandeiras azuis. Haja melancolia nesse fim de carreira. Mas ele conseguiu outro feito importante: passou Rubens Barrichello e é o piloto com mais voltas completadas na história da F1. Ainda acho que vai fazer uma grande exibição nesse fim de ano. Agora tenho que sair porque minha aula está acabando. Posso ter esquecido de algo, mas volto em edições inesperadas.

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