Chegou ao fim a primeira temporada do novo Mundial

Não posso deixar passar batido aqui pelo blog o encerramento da temporada do Mundial de Endurance. A última prova de 2012 aconteceu no último domingo, em Xangai, na China. Após seis horas de disputa, vitória da Toyota, com Alexander Wurz e Nicolas Lapierre. E não havia maneira melhor do que essa para que o primeiro ano do campeonato fosse concluído.

A Audi foi a campeã do WEC, mas o grande nome de 2012 foi o da Toyota. No primeiro ano do projeto, foram seis corridas e três vitórias sobre a Audi e toda a sua experiência e o seu know-how. É de se comemorar um desempenho desses.

Apesar do contratempo que foi um acidente nos treinamentos antes da estreia em Spa-Francorchamps, que precisou ser adiada para Le Mans, desde o começo os japoneses mostraram competitividade. Até enfrentarem problemas na corrida mais importante do ano, iam fazendo frente aos alemães. No segundo semestre, a Toyota apenas mostrou que chegava com força: segundo lugar em Silverstone, vitória em Interlagos, terceiro lugar no Bahrein e vitórias em Fuji e Xangai. Nada mal, não?

O bom disso não é apenas ver que a Audi ganhou uma rival à altura no endurance. Essa boa forma da Toyota mostra que, com um projeto bem elaborado e executado, é possível chegar chegando, brigando de igual para igual – assim como a BMW fez no DTM. A Toyota só não disputou o título porque não entrou na pista nas duas primeiras corridas, em Sebring e em Spa, quando a Audi teve quatro carros. Os alemães precisarão melhorar se quiserem seguir como os bambambans do negócio.

Mais: a briga entre germânicos e nipônicos mostra como é possível, sim, que protótipos completamente diferentes andem próximos. Uma tem motores turbo movidos à diesel. Outra, motores aspirados à gasolina. Além disso, os sistemas híbridos são completamente distintos.

Esse duelo de duas grandes montadoras também é muito bom para a imagem do Mundial de Endurance para o público. Numa corrida em que os astros são os carros, e não os pilotos, é pelas marcas que o povo vai torcer. É possível escolher entre Audi e Toyota. A partir de 2014, pela Porsche. E eu espero que mais gente entre na pista num futuro próximo.

Com relação ao título de pilotos, vitória merecida de André Lotterer, Marcel Fässler e Benoît Tréluyer. O trio venceu três vezes em 2012, incluindo nas 24 Horas de Le Mans. Tom Kristensen e Allan McNish fizeram duas provas com um carro inferior, o R18 ultra, versão anterior do e-tron quattro híbrido e perderam terreno para seus companheiros. Incidentes também prejudicaram. Resta saber se a Audi manterá a dupla danesa-escocesa em 2013 ou se chamará alguém para completar um trio – quem sabe, Lucas Di Grassi, muito elogiado por todos depois das 6 Horas de São Paulo.

Uma coisa que eu mudaria é a duração das corridas, padronizada em 6h. Seria interessante ter uma mescla com corridas mais longas além de Le Mans, como as 12 Horas de Sebring, que saíram do calendário. Mas, enfim, a recriação do WEC foi uma bola dentro de Jean Todt em seu primeiro mandato como presidente da FIA. E vejo a evolução como uma questão de continuação do que foi feito em 2012. A tendência é que a coisa vá tomando melhor forma e crescendo, aos poucos.

Por fim, tem de ser mencionado o título da equipe francesa Larbre, pela qual compete o brasileiro Fernando Rees na divisão GTE Am. O time somou 179 pontos, 26 a mais que o Team Felbermayr-Proton. Rees competiu apenas em algumas provas do ano, revezando com o português Pedro Lamy no Corvette de número 50, o que não afeta os resultados, já que não existe campeonato de pilotos na GTE Am.

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