Polêmica à vista

Prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab disse que a principal novidade do circuito de Interlagos para o GP do Brasil de 2012 é a conclusão das arquibancadas do setor B e suas tribunas de honra. Não é. Nem a SPTuris teve essa opinião no release que entregou à imprensa, ontem, lá no autódromo. É a área de escape asfaltada do S do Senna. Mais uma área de escape asfaltada para gerar problemas.

Querem apostar quanto que, na corrida do dia 25 de novembro, pelo menos uma vez, dois pilotos vão disputar posição no melhor ponto de ultrapassagem da pista, algum vai sobrar, passar pela área de escape e levar vantagem disso? Ou vai dizer que o outro não deixou espaço e, por isso, ele foi para a área de escape. Como aconteceu com Sebastian Vettel no GP da Alemanha deste ano. Balela.

Até o ano passado, com a grama e a brita, o piloto pensaria duas vezes ao forçar até o limite para defender uma posição no S do Senna. Sabia que, se não houvesse espaço, teria de tirar o pé, não poderia cortar pela área de escape, sujar os pneus, perder tempo. Agora, se ficar por fora ali, vai deixar o carro escapar e dizer que não tinha espaço. Como vem acontecendo há algum tempo nestas pistas modernas. Na largada, quase sempre tumultuada em Interlagos, idem.

Observando tantos casos desses que vem acontecendo nas corridas, pensei no que pode ser uma alternativa. Não é preciso asfaltar tudo. Voltando a citar Hockenheim: por que, na curva mais lenta do circuito, há tanta área asfaltada em sua saída. É totalmente desnecessário. A La Source, primeira curva de Spa-Francorchamps, também se enquadra nisso.

Em vez de cimentar tudo, dá para cimentar só uma parte, mais distante. Assim, se o piloto rodar, vai parar no cimento e consegue voltar para a pista – um dos motivos para tantos investimentos nesse tipo de escape é justamente o desejo da FIA de ver mais carros completando as corridas. Continua permitindo que os pilotos arrisquem e, em caso de erro, tenham uma nova chances.

A parte que fica mais próxima da curva, três, cinco metros além das zebras, fica com grama mesmo. Aí ninguém vai espalhar propositalmente para ganhar tempo, para ganhar uma posição, porque vai perder tempo, vai sujar os pneus – o que tem de ser feito.

Não dá para asfaltar tudo e querer que uma linha segure os pilotos. O que puderem fazer para ganhar tempo, vão fazer. E estão corretos. Seria um ‘under investigation’ a menos, uma chatice a menos na F1.

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2 comentários sobre “Polêmica à vista

  1. Essa estória de o carro 1 e o 3 estão sob investigação e um saco!!! deixa o pau comer na pista, com acidente e tudo mais é muito melhor….a f1 de antigamente era muito melhor…

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  2. Só vai acontecer isso se a SPTuris for jumenta o suficiente e não fizer o que existe, por exemplo, depois da primeira chicane de Monza.

    Colocar, por exemplo, quebra-molas espalhados e as setas “esquerda-direita”, onde o carro que escapar praticamente tem que fazer um ‘slalon’ pra sair da situação.

    Agora o que fizeram eu quero crer que ainda vão pintar e colocar esses limitadores.

    Mas… a grande, grande bosta não é nem essa. É aquilo que o teu chefe falou no blogue dele, sobre o escoamento natural que tinha, e não tem mais.

    Quando chover ali será uma bosta federal. Vai virar uma puta duma poça gigante ali no início da curva do sol.

    Tomara que todos nós estejamos enganados quanto a isso.

    Responder

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