Perícia pura

SÃO PAULO, 17h22 – É impressionante como o carro de Sebastian Vettel aguentou seguir na pista depois do acidente com Bruno Senna na primeira volta. Ainda mais olhando para essa foto acima, que mostra a roda do brasileiro acima da roda do alemão. Pois ontem Felipe Massa foi ao ‘Bem, Amigos’, do SporTV, e deu uma explicação interessante e plausível.

Quando rodou e se viu de frente para os temíveis Pastor Maldonado, Romain Grosjean e Narain Karthikeyan, Vettel não colocou o pé no freio. Deixou o carro solto, rolando morro abaixo – pode não parecer pela TV, mas tem uma declive ali na curva do Lago, bem razoável se você estiver a pé, diga-se; de carro, é quase nada. Nisso, quando a roda dianteira direita de Senna acertou a traseira direita de Vettel, que ainda girava, no sentido contrário ao normal, o carro decolou sem causar dano à do alemão.

Ainda sobre suspensões, talvez isso explique porque a de Lewis Hamilton quebrou no impacto com Nico Hülkenberg. Ele travou o dianteiro esquerdo na freada do S do Senna para não estampar a traseira da Caterham do Vitaly Petrov. Estava com o pé no freio. E foi a traseira da Force India que bateu na McLaren, um peso muito maior do que se a batida fosse frontal. Aí aconteceu outra coisa impressionante: como o carro de Hülkenberg não quebrou depois dos saltos que deu? Ainda procuro uma explicação para isso.

Voltando ao bólido rubrotaurino, não foi da batida que surgiu o buraco que vimos no escapamento da Red Bull. Foi da primeira, do lado esquerdo do carro. A equipe estava preocupada. Foi no limite. Mais um pouco, já era. Tiveram até que mudar o mapeamento do motor, para deixar o escapamento mais frio e diminuir o risco. E mesmo assim Vettel conseguiu chegar inteiro até o fim da corrida para ser tricampeão.

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3 comentários em “Perícia pura

  1. A questão básica é que a suspensão traseira é muito mais resistente que a dianteira.

    São poucas as pancadas que as rodas frontais conseguem absorver sem estourar a estrutura.

    Apesar do azar da batida, foi mesmo muita sorte do Vettel escapar quase ileso do acidente em condições de fazer essa grande corrida de recuperação.

  2. Renan, como Vettel estava morro abaixo, com o carro solto, descendo “de ré”, as rodas dele deveriam estar girando no mesmo sentido das do carro de Bruno, não? Até por isso, creio, a decolagem do brasileiro tenha sido facilitada.

  3. O Felipe Maciel falou o certo. O Vettel escapou de abandonar pela batida ter sido mais na parte traseira mesmo. Se fosse na dianteira, ia terminar ali. E mesmo com avarias na parte do escapamento, o carro esteve bom o suficiente para ele fazer uma corrida sensacional.

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