Saída de Green deixa Mercedes com pior line-up do DTM

jamie greenSÃO PAULO, 14h46 – Ontem foi confirmado oficialmente o que já se sabia há algum tempo: Jamie Green defenderá a Audi no DTM em 2013. Morreu de vez o acordo de cavalheiros que existia entre a montadora de Ingolstadt e a Mercedes, para quem Green corria antes.

Esse acordo começou a morrer quando a BMW entrou na cateogoria e roubou Bruno Spengler da Mercedes e Martin Tomczyk, recém-coroado campeão do DTM, da Audi. Agora morreu de vez.

A mudança de Green para Ingolstadt deixa a Audi com um time de pilotos muito forte para o ano que vem. Até com um overbook (nove pilotos para oito vagas), indicando que alguém precisará sair. A Mercedes, por sua vez, tem o pior line-up até o momento.

A montadora de Stuttgart já não viveu um grande ano em 2012. Como não se Gary Paffett e Jamie Green chegaram à última corrida com chances de título? Foram só os dois que andaram bem. De resto, os pilotos que carregaram a estrela de três pontas foram bem mal. Na etapa de Valência, por exemplo, Green foi o único dos oito representantes da Mercedes a pontuar – foi o décimo.

Por enquanto, a Mercedes tem Gary Paffett, Robert Wickens, Christian Vietoris e Roberto Merhi. Promover Wickens para um dos quatro carros da HWA, principal equipe, é uma opção, mas não dá para esperar que o canadense vá apresentar grandes resultados em 2013.

A solução é procurar por pilotos fora do DTM. Trazer gente nova, de nome, que possa somar. Por isso foram realizados testes no Estoril, nos quais participaram Bruno Senna, Jérôme D’Ambrosio, Robin Frijns, Mike Conway e mais alguns em ação. Já foi reportado na Europa, inclusive, que Conway teria se acertado para competir. Para Senna, o DTM seria uma ótima opção caso a F1 se feche para ele no ano que vem.

Mesmo assim, estes pilotos não têm muita experiência com carros de turismo, ou seja, passarão por um momento de adaptação. Logo, a Mercedes vai começar o ano atrás de suas concorrentes em matéria de pilotos.

Voltando a falar de Green, ele espera que possa, com a Audi, enfim ser campeão. Com a Mercedes, foram oito temporadas, oito vitórias (quatro em Norisring) e um melhor resultado no campeonato em 2012, quando acabou em terceiro. Pode mesmo. Mas vai precisar contar com uma melhora da Audi, que foi bastante regular neste ano, mas fez frente à BMW e Mercedes somente em duas etapas, a da Áustria e a da Holanda, provas vencidas por Edoardo Mortara. A própria contratação de Green é uma tentativa da montadora de voltar a puxar o pelotão.

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