CBA: 12.079 pilotos filiados

SÃO PAULO, 15h05 – A CBA divulgou, ontem à noite, um comunicado no qual informa que o número de pilotos filiados ao término da temporada de 2012 é de 12.079. A quantia representa um aumento de 25,7% em relação ao que existia há quatro anos, quando a chapa liderada por Cleyton Pinteiro assumiu o comando da entidade.

Na nota, a CBA destacou o crescimento do número de kartistas. Ao todo são 2.201 representantes da modalidade que tem carteirinha, 14,2% a mais que no ano passado. Estima-se – aqui é informação que eu recebi certa vez, não da CBA – que existam três mil kartistas espalhados pelo Brasil, incluindo os que andam na chamada ‘pirataria’, provas não-homologadas por federação nenhuma. Este número não inclui o kart amador.

O rali é a modalidade que mais se aproxima do kart, principalmente por conta do menor padrão de exigência para se competir, por exemplo, no rali de regularidade. “E são nessas categorias de novatos que surgem futuros astros das categorias profissionais”, diz Djalma Faria das Neves, presidente da Comissão Nacional de Rali.

O que isso tudo significa? Bem, a CBA apresenta estes números para dizer que, na atual gestão, o automobilismo cresceu. Outra conclusão à qual podemos chegar é que o caixa também cresceu, e bastante. O que é bom, obviamente. Pilotos de arrancada, rali e kart pagam 190 reais pela carteirinha; pilotos ‘Master’, R$ 650; pilotos de competição, de R$ 315 a R$ 350. Já a carteira internacional custa 700 mangos. Pilotos de carros históricos e novatos no rali de regularidade são isentos. Esses valores sofreram uma ligeira elevação em relação à planilha de 2011.

Fiz uma conta pessimista e constatei que, com carteirinhas de pilotos, a CBA deve ter acumulado algo em torno de R$ 1,5 milhão em 2012. Mais as outras taxas que cobra, como inscrições de equipes (R$ 10 mil) e inclusão de campeonatos em seu calendário (R$ 190 mil). E só inclusão das corridas da Indy no Anhembi, do WTCC em Curitiba e do WEC em São Paulo no calendário da entidade renderam cerca de R$ 360 mil. É uma fonte de receita mais valiosa que as carteirinhas de pilotos. Na edição 28 da Revista Warm Up o Américo Teixeira Jr. já havia feito uma boa análise de todo o panorama financeiro da entidade. Aproveito para recomendar novamente a vocês. Haja dinheiro. Só é preciso ver mais coisa sendo revertida em benefícios para aqueles que fazem as corridas.

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