Cinco coisas para prestar atenção na F1 em 2013

SÃO PAULO, 14h21 – Na carona do post anterior, neste dia lindo e pimposo de Ano Novo, listei cinco coisas que podemos ou devemos esperar na F1 em 2013. Coisas que podem ser fundamentais no desenrolar do Mundial deste ano ou que podem acabar ganhando destaque. Eu posso ter deixado algumas coisas de lado, mas aí vocês podem me ajudar nos comentários. Usem-nos para citar mais coisas.

5) Um Grosjean melhor

2012-monaco-grosjean-lotusO ano de 2012 de Romain Grosjean foi bom. Já o elogiei outras vezes aqui no blog, afinal, para um novato, subir ao pódio em três ocasiões é representa um bom trabalho. O problema foram os muitos acidentes, que também foram julgados exageradamente, já que apenas duas punições lhe foram aplicadas por motivos desportivos ao longo do campeonato. Ele ainda admitiu que alguns de seus erros foram cometidos porque estava tentando, a todo custo, uma vitória.

A frase que segue é do próprio franco-suíço (e de muito mais gente, também, é claro): “Quando você faz uma coisa pela segunda vez, tende a fazer melhor”. É por isso que acredito que Grosjean terá um 2013 ainda melhor do que foi o ano de 2012.

4) Um Felipe Massa melhor?

2012-brasil-R-massa-CARSTEN HORSTFelipe Massa terminou 2012 em alta. Conseguiu se recuperar do péssimo começo de ano – aliás, escrevi disso no post anterior, é só descer a página. O que estou curioso para saber é como que Felipe vai chegar em 2013? Andando no mesmo ritmo ou até mesmo melhor que Fernando Alonso, como fez em pelo menos quatro provas da reta final do último campeonato?

Seria bom ver Felipe Massa no pódio constantemente. Até mesmo vencendo corridas. O automobilismo brasileiro está precisando disso. Precisa de muito mais, é verdade, e não são eventuais bons resultados do piloto da Ferrari que vão resolver os muitos problemas existentes por aqui, mas elas iriam, ao menos, servir como um paliativo. Seria alguma cosia dando certo enquanto o resto não se resolve o resto. Tudo, é claro, vai depender do que será da F2013.

3) Hamilton na Mercedes e Pérez na McLaren

Motorsports: FIA Formula One World Championship 2012, Grand Prix of SingaporeAs duas trocas de pilotos mais importantes para esta temporada de 2013 serão motivo para muitas avaliações ao longo do ano. E será bastante interessante mesmo ver como eles vão se sair em suas novas casas.

Hamilton, na Mercedes, não terá nas mãos um carro capaz de vencer corridas, como sempre teve na McLaren – pelo menos não é isso que se espera. Porém, ele já mostrou ser um piloto capaz de vencer mesmo quando estava em condições de inferioridade, por isso eu penso que Lewis poderá, sim, triunfar em 2013. Pode não disputar o título, mas eventuais vitórias serão o primeiro passo da reconstrução que o inglês deseja liderar na Mercedes.

Pérez, escolhido como substituto, deu um passo a frente em sua carreira. Resta saber se conseguirá se manter neste novo patamar, se se consolidará como um piloto de ponta na F1. Desde que foi anunciado pela equipe inglesa, o mexicano nunca mais pontuou. Mas fala em disputar o título neste ano, o mínimo que pode fazer como piloto da McLaren. Meu palpite: assim como Hamilton, vence em 2013. E as grandes provas que fez em 2012 animam.

2) Pneus Pirelli mais agressivos

Formula One World Championship, Rd 6,  Monaco Grand Prix, Practice Day, Monte-Carlo, Monaco, Thursday 26 May 2011.Foram os pneus da Pirelli os grandes responsáveis pelo equilíbrio e pela imprevisibilidade do começo do campeonato de 2012. Sete vencedores em sete corridas… parecia até irreal. E é isso que a fabricante italiana quer repetir neste novo ano. Desta vez, desde o começo, já é bom ficarmos de olho para ver quem vai se adaptar melhor aos compostos, que serão mais agressivos.

O projeto de 2013 dos pneus visa a construção de compostos que sejam mais fáceis de se aquecer, porém, sua estrutura será de mais difícil compreensão, bem como o desgaste. Um enigma criado pela turma de Paul Hembery para as equipes desvendarem.

Outra coisa que a fabricante quer é aumentar o número de pit-stops na reta final do campeonato. Não demasiadamente, para não tirar dos melhores pilotos o foco na disputa pelo título, mas para manter as corridas emocionantes. Em 2012, a média de pits por piloto foi de 1,9. O desejo da Pirelli é retornar ao que foi visto em 2011, algo em torno de 2,3.

1) Quem superará a Red Bull?

Ou melhor: alguém superará a Red Bull?

O tricampeonato consecutivo coloca a Red Bull à frente de outras equipes que se destacaram na F1, mas por pouco tempo. São exemplos disso Tyrrell, Brabham, Benetton e Renault, times que conquistaram dois títulos num curto espaço de tempo, porém, não conseguiram repetir o sucesso com a saída dos principais responsáveis pelas vitórias.

2012-brasil-R-vettel-horner-newey

Pelo contrário. O pessoal das latinhas energéticas seguirá o mesmo no próximo ano. Horner não vai sair para a Mercedes, Adrian Newey continua por lá, e Sebastian Vettel também. O tripé que sustentou o tri segue intocável e disposto a conquistar mais e mais taças.

E embora o time tenha admitido que, dada a preocupação com a disputa de 2012, o desenvolvimento do bólido de 2013 tenha ficado um pouco prejudicado, não existem grandes mudanças técnicas para o próximo ano, logo, isso não deve ser muito difícil de contornar. E é justamente por isso que vejo a McLaren como principal candidata para desbancar a hegemonia rubrotaurina. A Ferrari, por sua vez, precisará trabalhar muito mais do que as outras no desenvolvimento de seu carro, que não foi bom em 2012, e não dá para confiar apenas em Fernando Alonso, também é preciso dar um bom pacote técnico ao espanhol.

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