Está apenas começando…

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SÃO PAULO, 12h55 – Neste mundo de politicamente corretos e entrevistas ensaiadas, confesso que fiquei surpreso o ver a declaração de Sebastian Vettel nesta manhã. Passaram três semanas desde o GP da Malásia, e acho que todos esperavam que os membros da Red Bull fossem dar declarações ensaiadas, apenas esfriando a polêmica. Mas não. Vettel partiu foi para o ataque sobre Mark Webber, de novo, agora fazendo uso das palavras, e não do carro. E você aí esperando o Kim Jong-un chutar o pau da barraca…

O alemão pediu desculpas depois da corrida da Malásia, viu que tinha feito caca, mas não está nada disposto a sair da história como vilão. Não encolheu e tratou de criticar Webber. Abre aspas para o tricampeão:

Eu respeito Mark como piloto, mas teve mais do que uma ocasião no passado em que ele poderia ter ajudado o time e ele não ajudou. Mas, como tentei explicar depois da corrida, em minha opinião é sempre melhor ser verdadeiro. Talvez às vezes a verdade não seja o que as pessoas querem ouvir, pois, como se pode ver, controvérsia é mais popular do que a verdade. Eu deveria ter atendido, e foi por isso que me desculpei com o time, porque em minha ação, me coloquei acima do time, mas não era a minha intenção. Se você acredita em mim ou não, é com você.

Mas ele não parou por aí não. Ainda disse que desobedeceria novamente a Red Bull e que Mark Webber não merece a sua ajuda.

Há um conflito, pois, por um lado, eu sou o tipo de cara que respeita as decisões do time e, por outro, provavelmente Mark não fosse o tipo de cara que merecia isso no momento. Eu nunca tive apoio do lado dele. Tenho muito apoio do time e o time nos apoia da mesma maneira.

Vettel tem razão quando diz que Webber nunca quis ajudá-lo. Basta lembrar do que o australiano fez no GP do Brasil do ano passado: numa relargada, na chuva, colocou o carro por fora para cima do companheiro que disputava o título. Uma bobagem enorme.

O relacionamento da dupla não era bom desde o GP da Turquia de 2010, quando os dois bateram – num erro de Vettel – e jogaram fora uma dobradinha certa da Red Bull. Antes disso, também não deviam ser grandes amigos. Eles têm perfis muito diferentes. Mas, agora, não existe mais relação nenhuma mesmo.

A Red Bull assegurou que não vai dar mais ordens de equipe. Vettel afirmou que voltaria a desobedecê-las por não considerar que Webber mereça ajuda. E Webber criticou a proteção que Vettel recebe da Red Bull.

Vai ter gente nova andando no carro de número 2 no ano que vem. Até lá, será bem divertido acompanhar as trocas de farpas da dupla dentro e fora da pista. Podem apostar que serão muitas. Não vai chegar a ser uma rivalidade como era a de Senna-Prost, porque Webber está longe de chegar ao nível de um dos dois, mas, ao que parece, essa briga já será melhor que a de Schumacher-Barrichello nos tempos de Ferrari, pois os dois estão tratando o tema com uma importância razoável.

Mas assim: Webber tem que superar Vettel na pista, como fez em 2010. Aí podem chamar as ring girls e preparar a pipoca que o negócio vai pegar fogo mesmo. “Let’s get ready to rumble”, anunciaria Michael Buffer.

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