QUANDO SER RESERVA É A MELHOR OPÇÃO

SÃO PAULO | E lá vamos nós tirar a poeira do blog e inaugurar 2014. Incrivelmente, foram semanas puxadas, e às vezes me sobra pouco tempo para escrever por aqui. Como sempre, vou prometer fazer atualizações mais frequentes. Só não confiem na minha promessa.

Primeiro post do ano no PFdB é sobre Felipe Nasr. Publiquei ontem no GRANDE PRÊMIO uma entrevista que fiz com ele no último fim de semana, no Desafio das Estrelas. Sem ter conseguido uma vaga como titular na F1 para o campeonato que começa no dia 16 de março, ele agora admite ser reserva em alguma equipe. São três os fatos que o fazem pensar desta forma: ingresso na F1, aprendizado e projeto de longo prazo.

Também penso que essa é a melhor opção para Nasr neste momento — desde que consiga um contrato que o permita treinar às sextas-feiras; condição obrigatória.

Pego como exemplo o que fez Valtteri Bottas. O finlandês ficou um ano sem correr. Passou 2012 só treinando às sextas-feiras com a Williams no lugar de Bruno Senna. Conheceu o carro de F1, conheceu os circuitos, conheceu a equipe, agradou e ganhou a vaga de titular em 2013. Ninguém esperava muito dele. Resultado: foi o melhor novato do ano. Bottas mostrou serviço e foi o melhor piloto do time inglês em 2013, em uma temporada que foi horrível. É difícil um novato mostrar serviço com um carro meia-boca.

Embora não tenha vencido corrida na GP2, Nasr aprendeu o que tinha para aprender por lá. Não venceu por alguns detalhes — algumas vezes, que cabiam a si mesmo, outras, a maioria, referentes à estratégia de se usar dois pneus duros na corrida de sábado, coisa que ele não fazia. O brasiliense tem confiança de que mostrou o que podia mostrar na categoria de base. Ser campeão da GP2 também não deve adiantar muito: onde estão Davide Valsecchi e Fabio Leimer mesmo? Nasr tem é que sentar em um carro de F1 para mostrar serviço.

E entrar na F1 pela porta da Caterham como titular não é uma boa alternativa. “Ah, mas Alonso estreou pela Minardi.” É diferente. Peguem os últimos anos como exemplo: que piloto que andou por essas equipes minúsculas conseguiu apresentar potencial e saltar para um time maior? Graças a acordos de patrocínio, Bruno Senna ainda andou na Lotus e na Williams antes de deixar o Mundial. Lucas Di Grassi ficou só um ano. Charles Pic deu um passo de lado. Jules Bianchi continua porque é pupilo da Ferrari. Giedo van der Garde está com a corda no pescoço. Na atual conjuntura da F1, começar na Marussia ou na Caterham não é uma boa.

O foco de Nasr no momento é virar terceiro piloto. Se não der certo, correr na GP2 ainda é uma opção considerável. Tá certo ele. (E fica aqui o meu feliz 2014 para vocês que passam por este espaço!)

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Um comentário em “QUANDO SER RESERVA É A MELHOR OPÇÃO

  1. Acho que ficar parado é que não é uma boa opção, e sendo piloto reserva a tendência é essa, vide Valsechi. Na Caterham como ele poderia aparecer? Batendo a Marussia do Bianchi, o melhor do fim do pelotão. Sendo o melhor piloto das nanicas ele poderia ter alguma chance. Na gp2 teria que vencer o campeonato a todo custo, ou suas chances de crescer desapareceriam por lá.

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