MAIS UM FELIPE

2014-f1-williams-nasr-anuncioSÃO PAULO | Quando a maioria dos leitores acessarem o blog e virem este post, Felipe Nasr estará em ação na pista de Sakhir, no Bahrein, com o carro da Williams. É, a F1 consegue ser tão dinâmica que um piloto que nem era da equipe há algumas horas já está dentro do cockpit e acelerando.

Em janeiro, fiz uma entrevista com Nasr na qual ele admitiu que o objetivo era, mesmo, ser reserva. Era, também, a melhor opção. A porta da Sauber se fechara com os anúncios de Esteban Gutiérrez e Adrian Sutil. Na Williams, que já está quase tão brasileira quanto inglesa, Felipe vai pilotar em cinco sextas-feiras e em três dias de testes — alguns dias de treinos coletivos serão realizados durante a temporada em 2014.

No fundo, ele não vai ter tanto tempo de pista assim — não será uma preparação comparável, por exemplo, à de Valtteri Bottas em 2012, quando o finlandês pilotou em 15 sessões livres em finais de semana de GP. Mas Nasr é excelente piloto e, na base, sempre mostrou um rápido aprendizado.

Bom que saiba aproveitar a chance, afinal, segundas chances não tem sido tão comuns nos tempos recentes da F1. É sentar no carro e dar com o pé na tábua em cada uma das oportunidades. Adicionar um pouco de agressividade àquela cautela excessiva da GP2 — talvez preocupado em não cometer erros e arriscar a imagem de bom piloto –, mas, claro, sem passar dos limites. O mais importante, em 2014, é provar seu valor de mercado.

Talvez a Williams não seja o time para ele em 2015. Felipe Massa acabou de assinar um contrato longo. Uma vaga só se abre se Bottas, de repente, vai para um time grande — ou então desce na vida e sai da F1. E se acontecer de Valtteri ir embora, por que não pensar em uma equipe totalmente brasileira? Já tem uma grana boa de nossas terras lá dentro mesmo… Seria a terceira vez na história que dois brasileiros dividiriam a mesma garagem, repetindo o que fizeram Nelson Piquet e Roberto Pupo Moreno na Benetton em 1990 e 1991 e o mesmo Moreno com Pedro Paulo Diniz em 1995 na Forti. Mas trabalhemos com a hipótese de que a Williams não vai mudar: provando seu valor de mercado, portando-se bem nos treinos, Nasr poderá mostrar um portfolio de mais respeito para outros possíveis empregadores na hora de, novamente, caçar uma vaga de titular.

Certamente, isso está nos planos de Felipe. Planos, aliás, sempre sólidos. Mesmo que a primeira opção — que era estrear na F1 em 2014 — não tenha dado certo, ele e seus tutores souberam contornar as adversidades sem perder a cabeça. Estão tomando todo o cuidado do mundo para que esse jovem de 21 anos não dê nenhum passo maior que a perna. Seria péssimo para a carreira e para o automobilismo brasileiro.

Agora vou deixar meu lado workaholic de lado e dormir um pouco antes de voltar para ver como foram esses treinos. Boa noite (ou bom dia).

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2 comentários sobre “MAIS UM FELIPE

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