20 ANOS SEM SENNA


SÃO PAULO — Está no ar a REVISTA WARM UP — ou a primeira parte dela — deste mês. A segunda vai amanhã, a terceira depois, e assim por diante. São várias matérias e depoimentos que serão publicados ao longo da semana sobre Ayrton Senna. A vida, a morte, as histórias. E, na quinta-feira, vamos fazer no GRANDE PRÊMIO a cobertura que faríamos se o site existisse há 20 anos. Aquele fim de semana, para quem não sabe, acabou indiretamente resultando na criação do site.

Eis a carta do editor da RWUp, vulgo eu:

Não sejamos tolos de pensar que todo mundo é fã de Ayrton Senna. Também tem quem não goste dele, não importa qual a razão. Ainda assim, é burrice querer negar a importância dele para a F1, para o esporte e para o Brasil. Senna foi tão bom como piloto e popular fora das pistas que mudou a relação do brasileiro com o automobilismo e com seus ídolos – e, de várias formas, a vida de muita gente. 

AGÊNCIA WARM UP, por exemplo, foi fundada meses após a morte do tricampeão. Flavio Gomes saiu da ‘Folha de S.Paulo’, onde cobria a F1 ‘in loco’, após o GP de San Marino de 1994 – os detalhes desta saída vocês podem ler no texto “Ímola 1994”, que está nesta edição da REVISTA WARM UP. O fim de semana não mudou só a vida dele, mas de muitos outros jornalistas que deixaram de ir a todas as etapas, ou de torcedores que pararam de viajar para corridas na Europa, ou daqueles fãs de ocasião que não mais ligaram seus televisores nos domingos de manhã. 

Senna teve um funeral digno de chefe de estado, e qualquer coisa que se refira a ele, ainda hoje, gera enorme audiência e interesse. E 20 anos se passaram. 

Eu, por exemplo, não tenho lembranças de Senna na pista. Diz meu pai que assistia às corridas comigo no colo, mas eu não me lembro. Mas meu pai me deu uma fita de Super Nintendo com o ‘jogo do Senna’ – na verdade, a licença oficial fora concedida por Nigel Mansell, mas o jogo foi modificado por hackers aqui no Brasil – e eu jogava ela mais do que as de futebol. E comecei assim a gostar do Senna. Não devo ter sido o único, bem como sei que mais gente da mesma faixa etária que eu o tem como um ídolo. 

A edição 49 da RWUp lembra a trajetória do tricampeão nas pistas e as circunstâncias que cercaram sua precoce morte no GP de San Marino de 1994. O material que você vai ler nas próximas páginas começou a ser preparado há alguns meses, e espero que a leitura vos agrade. Temos entrevistas, depoimentos, matérias especiais, números, fotos… E lembramos também dos outros 20 anos: os da morte de Roland Ratzenberger. Você vai conferir um material exclusivo com o pai do austríaco. Boa leitura! 

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Deixo aqui também o documentário que a Sky Sports fez sobre os 20 anos da morte de Ayrton Senna. “O último companheiro.” Achei a sacada ótima, com o Damon Hill — e, em certo momento, o David Brabham — contando a história. Uma abordagem diferente e muito bem trabalhada.

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TOONED 50: A HISTÓRIA DOS CAMPEÕES DA MCLAREN


2013-f1-12-italia-DOM-mclaren-50SÃO PAULO | Sem dúvida alguma, a melhor coisa que a McLaren fez em 2013 foi o Tooned 50. Comemorando 50 anos de vida, a equipe retomou a série de desenhos animados que havia lançado no ano passado, mas, dessa vez, recontando a história de seus grandes campeões. Só que de um jeito bem peculiar. Eu achei todos bons.

Uma pena que, pelas ligações com a Mercedes, Niki Lauda e Lewis Hamilton não puderam participar. Episódio dedicado ao Lauda, nem tem. E o que é dedicado ao Hamilton é este último, em que o piloto não aparece. Mas estão lá Emerson Fittipaldi, James Hunt, Ayrton Senna, Alain Prost e Mika Häkkinen.

Se você não conhecia o Tooned ou então quer assistir toda essa segunda temporada, eu peguei todos os vídeos e coloquei neste post. Divirtam-se:

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O top-50 da Mclaren


20121003-095132.jpg Há 50 semanas, a McLaren vem postando em seu site uma lista com seus 50 melhores pilotos de todos os tempos. Um por semana, escolhido pelo jornalista britânico Alan Henry, e de acordo com a contribuição do piloto para a equipe britânica.

É complicado elaborar uma lista dessas, ainda mais levando em consideração que a McLaren não tem 50 anos de história. Precisa passar uma vaselina para colocar alguns nomes aí, como Nelson Piquet e Nigel Mansell. Sim, eles já andaram pela McLaren, mas tão pouco que muita gente nem se lembra. Tem também alguma surpresas, bem como a exclusão dos pilotos em atividade: Fernando Alonso, Lewis Hamilton e Jenson Button.

O melhor, é claro, foi Ayrton Senna. Desde que a lista começou a ser elaborada, era óbvio que isso aconteceria. A equipe sempre o considerou seu melhor piloto. Só que a primeira surpresa veio já na segunda posição: Mika Häkkinen. Tá, ele foi bastante importante para a McLaren, mas mais importante que Alain Prost?

Prost chegou à McLaren em 1984, ano em que o time voltou a vencer. Foi peça chave na reconstrução do time. Em seis temporadas, ganhou três títulos e foi vice duas vezes. Ele, Ron Dennis e John Hogan, chefe da Marlboro, chegaram a discutir uma possível compra de ações por parte do piloto. Mas a guerra que eclodiu em 1989 mudou tudo.

James Hunt foi quarto, Emerson Fittipaldi, quinto. No texto, comentam o nacionalismo “doente” do brasileiro, que o levou a trocar a McLaren pela equipe brasileira junto de seu irmão. Niki Lauda vem depois, seguido por Keke Rosberg e John Watson.

O nono e o décimo colocados é que eu trocaria. Peter Revson e John Watson por Kimi Räikkōnen e Gerhard Berger. Ah, mas pilotos em atividade não ficaram de fora? Kimi estava no WRC quando a lista foi montada. É o décimo quinto. A lista completa está aqui.

O fim da espera de Nigel Mansell


Há exatos 20 anos, uma longa espera chegava ao fim. Nigel Mansell se sagrava campeão mundial. Dá para dizer que o fim de sua espera seria semelhante a um título de Rubens Barrichello em 2009. Na F1 desde 1992, Mansell pilotou para Lotus, Williams, Ferrari e de novo Williams. Foi o grande nome do automobilismo britânico na década de 1980, a grande esperança dos ingleses. O último súdito da rainha campeão mundial fora James Hunt, no distante ano de 1976.

Como de costume naquela temporada de 1992, a Williams esteve na primeira fila. Desta vez, o pole era Riccardo Patrese. Mansell era o segundo, e Ayrton Senna vinha na terceira colocação. No fim das 77 voltas, a vitória foi de Senna. A segunda de suas três naquela temporada. Mansell foi segundo e, assim, garantiu o título, por antecipação. Pela primeira vez desde 1986, o campeonato era decidido fora de terras japonesas.

Ao término da 11ª das 16 provas da temporada, Mansell somava 92 pontos. Patrese era o segundo, com apenas 40. Senna tinha 34. Não havia como bater Mansell a bordo daquela Williams espetacular projetada por Adrian Newey.

Aos mais curiosos, aqui está a íntegra daquela prova, que não foi das mais emocionantes. Nos comentários, está Hunt, que depois de 16 anos enfim passou o bastão.

As 150 poles da McLaren


A McLaren chegou hoje, com Lewis Hamilton, à sua 150ª pole-position em 714 GPs. Largou na primeira posição, portanto, em 21% das corridas que disputou na F1. Na primeira fila, o time já esteve em um total de 319 vezes, quase metade das provas que disputou na F1. A McLaren ainda está distante, porém, da Ferrari, líder em pole-positions, com 207, que representam 24% das provas que a escuderia italiana disputou na F1.

Um total de 15 pilotos conquistou este feito competindo pela McLaren, impulsionado por quatro motores: Ford, Honda, Mercedes e TAG-Porsche. Jenson Button, piloto do time desde 2010, não está entre eles, apesar de suas seis vitórias com a equipe.

A história das poles da McLaren começou no GP do Canadá de 1972, com Peter Revson, na 67ª prova da equipe fundada em 1967 por Bruce McLaren. Na verdade, aquela foi uma dobradinha, já que Denny Hulme largou na segunda posição. Mas eles terminaram em segundo e terceiro, respectivamente, e a prova foi vencida por Jackie Stewart.

A 50ª pole veio com Ayrton Senna, na Bélgica, em 1989. O brasileiro venceu aquela corrida, seu terceiro de cinco triunfos na pista belga. A centésima, há 13 anos, no GP da Alemanha de 1999, com o finlandês Mika Häkkinen, que abandonou após um acidente e abriu caminho para uma dobradinha da Ferrari, com Eddie Irvine em primeiro e Mika Salo em segundo.

Segue a lista de quem largou na primeira colocação com a McLaren:

1- Ayrton Senna – 46
2- Mika Häkkinen – 26
3- Lewis Hamilton – 22
4- James Hunt – 14
5- Kimi Räikkönen – 11
6- Alain Prost – 10
7- David Coulthard – 7
8- Gerhard Berger – 4
9- Emerson Fittipaldi – 2
10- Juan Pablo Montoya – 2
11- Fernando Alonso – 2
12- Peter Revson – 1
13- Denny Hulme – 1
14- Keke Rosberg – 1
15- Heikki Kovalainen – 1

As três vitórias de Boutsen na F1


Completa 55 anos de idade nesta sexta-feira, 13 de junho, o belga Thierry Boutsen, que disputou 163 GPs e 10 temporadas da F1 entre 1983 e 1993. Boutsen sempre foi daqueles pilotos bons, mas aos quais faltava algo. Talvez um grande carro. Eu diria que ele é o Rosberg de hoje, só que mais macho.

Em 10 anos na categoria, Boutsen conquistou três vitórias, as três com a Williams, escuderia na qual ocupou por duas temporadas o lugar que era cativo de Nigel Mansell. Quando o italiano deixou a equipe inglesa para defender a Ferrari entre 1989 e 1990, Boutsen assinou um contrato de dois anos com o time de Frank Williams.

O motivo da escolha por Boutsen para 1989 era óbvio. A Williams perdia Mansell e precisava de um piloto para colocar em seu lugar. Aos 31 anos de idade, o belga havia sido o quarto colocado na temporada de 1988, com uma Benetton. A sua frente, apenas Ayrton Senna, Alain Prost e Gerhard Berger, todos com destino selado com suas respectivas equipes: o brasileiro e o francês seguiriam na McLaren, e o austríaco, na Ferrari. Seguindo a lista, Boutsen era um nome sem grife e que vinha de bons resultados, logo, com um bom cartão de visitas.

A primeira vitória veio no GP do Canadá de 1989, sob forte chuva. Já chegaria em segundo, em uma grande corrida, mas a quatro minutos do fim, o motor Honda deixou Senna na mão, quando o brasileiro estava em uma confortável liderança. Boutsen, que se classificara em sexto, assumiu a liderança do que viria a se tornar uma dobradinha da Williams, com Riccardo Patrese em segundo.

O pódio foi completado por Andrea de Cesaris, e Nelson Piquet foi o quarto. Senna, por muito pouco, não conseguiu anotar um pontinho. Ficou em sétimo, em um de seus muitos abandonos naquela temporada: das dezesseis corridas, venceu seis e foi segundo em uma. De resto, não pontuou nenhuma vez.

Essa vitória marcou também a primeira da longa e vitoriosa parceria entre a Williams e a Renault.

De novo sob forte chuva, e de novo assumindo a liderança que antes era ocupada por Senna. Foi assim que Boutsen venceu pela segunda vez na F1, no GP da Austrália de 1989, o último daquela conturbada temporada.

A corrida de Adelaide não deveria ser realizada. Um dilúvio caía sobre o circuito, as condições eram absurdas. Já campeão, Prost se retirou ainda no começo. Senna, que largou na pole-position, liderou até a 14 volta, quando acertou a traseira de Martin Brundle. Mais tarde, Brundle diria que Senna estava alucinado naquele dia, não parecia estar dirigindo consciente do perigo que existia em tamanho dilúvio.

Boutsen, então, assumiu a ponta, não errou – um ótimo começo de prova para quem havia largado na terceira fila – e permaneceu assim até o final para vencer pela segunda vez na F1. O segundo colocado foi Alessandro Nannini, na Benetton, e Riccardo Patrese chegou em terceiro, seguido por Satoru Nakajima, que por pouco não subiu ao pódio. O quarto lugar igualou seu melhor resultado na F1, conquistado antes no GP da Inglaterra de 1987.

Um ano depois, no GP da Hungria, Boutsen cravou sua primeira pole-position, e única, da carreira. Foi também a única vez que ele largou na primeira fila de um GP.

No travado Hungaroring, de dificílimas ultrapassagens, ninguém passou Boutsen. O belga liderou todas as 77 voltas para vencer pela terceira e última vez na F1. No fim do ano, ele deixaria a Williams e nunca mais pilotaria um carro que lhe possibilitasse brigar pelas primeiras posições. Um desempenho superior ao de Patrese não lhe ajudou a se manter no time de Frank Williams.

É uma pena que, no YouTube, um vídeo do final desta corrida não esteja disponível, mas tem esse, que mostra a disputa pela segunda posição. Senna teve uma corrida complicada, perdeu posições, caiu para sétimo, mas foi se recuperando e terminou a apenas 0s2 do belga. Com mais uma volta, passaria, mas aquele era o dia de Boutsen.

Boutsen, fora da F1, teve mais sucesso que dentro. Fundou a Boutsen Aviation, empresa pela qual comercializa aviões particulares. Além disso, participou de provas de longa duração com uma equipe que fundou, a Boutsen Energy Racing,

Prost e seus motivos para ficar “chateado” com filme “Senna”


Quando o documentário sobre Ayrton Senna foi lançado, Alain Prost disse que não assistiria. Agora, parece que o francês, que junto de Senna, protagonizou a mais feroz rivalidade de todos os tempos na F1, assistiu, e não gostou do que viu.

Em entrevista à televisão francesa ITV, Prost mostrou seu descontentamento com o enfoque dado pelo filme à disputa entre ele e Senna. “Fizeram um filme comercial com o mocinho e o vilão”, criticou o tetracampeão. “Não que eu me importe muito por isso”

Prost foi entrevistado durante a produção do filme, e disse que gostaria que o longa abordasse de uma forma mais imparcial e mais correta sua rivalidade com Senna, mostrando também momentos em que o brasileiro estava errado, em que Senna era o vilão.

“Estou chateado. Posso explicar o porquê em 30 segundos: porque eu fiquei muito tempo gravando este filme, fiquei muitas horas tentando explicar as coisas”, contou. Prost ficou insatisfeito por achar que seu depoimento pouco valeu na montagem do documentário.

“Tínhamos um Ayrton Senna antes da F1, o Senna de quando estávamos brigando na F1 e o Senna de quando eu me aposentei. E tem o lado humano da história, com as duas personalidades. As pessoas entenderiam muito melhor o que aconteceu quando estávamos brigando, porque ele estava se comportando de tal maneira, e teriam entendido melhor porque ele me ligava duas vezes por semana nos últimos três, quatro meses, me pedindo para voltar à Grand Prix Drivers Association, fazendo perguntas sobre a Williams, sobre segurança, sobre a vida pessoal – segredos que eu nunca contarei a ninguém”.

O filme deixa mesmo Prost de lado. É um filme muito bom, conta a sequência da carreira de Senna, porém, além de não focar muito na rivalidade entre Senna e Prost, o faz de maneira superficial e ufanista. Defende Senna, critica Prost, como se Prost fosse o vilão. Não era. O francês tinha muitos motivos para estar descontente com Senna, e vice-versa.

Talvez o momento mais marcante da rivalidade entre os dois tenha sido o acidente proposital causado pelo francês no GP do Japão de 1989. Um erro de Prost, um ato de vilanice, jogou o carro para cima de Senna. Mas Senna o fez, de maneira muito mais perigosa, um ano depois, no mesmo circuito de Suzuka. Em vez de bater no fim da prova, porém, bateu na largada, com os carros carregando 200 litros de combustível e na frente de todo o pelotão. Foi uma vingança, e não dá para criticar Senna por isso. Ele somente devolveu na mesma moeda. Mas foi um ato de irresponsabilidade. Como Senna bateu depois, continuou como o mocinho.

Prost tem razão ao reclamar do filme. Nem ele, nem Senna seriam os mesmos caso seus destinos não tivessem se cruzado. Prost poderia ter sido tratado com mais respeito.

Os troféus são da McLaren


Em entrevista ao jornal britânico Daily Mail, Lewis Hamilton disse que uma de suas condições para a renovação do contrato com a McLaren é que ele possa ficar com os troféus que ganha. A princípio, pode parecer bobagem, mas isso é algo histórico da escuderia de Woking.

Dono do time desde o início da década de 1980, Ron Dennis tem essa política. Para ele, os prêmios são da equipe, e é por isso que os pilotos não ficam com os troféus que recebem por subir ao pódio nas corridas. É um ponto no qual Dennis é irredutível, e não abrirá mão no caso de Hamilton.

No passado, um importante episódio na história da equipe teve como pivô um troféu: o GP da Itália de 1989. Naquela temporada, explodira a guerra entre Ayrton Senna e Alain Prost, e ficava evidente que os dois não poderiam continuar juntos. O futuro da McLaren, no entanto, estava em Senna, e não em Prost, bicampeão e que conversava com Dennis e com John Hogan, o todo-poderoso da Marlboro, sobre ter uma parte da equipe.

Em um ambiente insustentável, Prost optou por sair. E o anúncio do novo acordo firmado com a Ferrari veio, como tradicionalmente acontece, em Monza. O francês se tornou, imediatamente, o centro das atenções naquela corrida, e o novo queridinho dos tifosi.

Prost venceu no domingo, diante de sua nova torcida, que comemorou, mesmo sem ver o triunfo de um carro vermelho. No pódio, a massa de torcedores italianos começou a gritar “Copa! Copa! Copa!”. Eles queriam o troféu do vencedor. Prost nunca foi apegado aos troféus, e por isso nunca reclamou da postura da equipe. Mas ali, emocionado e pensando em começar bem a relação com a torcida da Ferrari, jogou o troféu para a galera, e para a ira de Dennis.

Está no vídeo que segue, aos 3min30s. Vejam como o inglês reagiu ao ver Prost na grade, jogando a taça para a galera:

Prost admitiu o que definiu como erro. Não foi um ato de vingança, um tapa na cara do chefão da McLaren, ele somente não queria começar mal a relação com os tifosi. Mas Dennis ficou furioso, revoltado. Aquilo foi a gota d’água no relacionamento de Prost dentro da equipe inglesa no fim de 1989. O tricampeonato, quinto título da McLaren em seis anos, viria dois meses depois, mas o time ficou decepcionado, queria que aquele fosse o bi de Senna.

Voltando à Hamilton, é criancice? Não. Prost não era apegado aos troféus. Senna, Coulthard, Alonso, Häkkinen e outros que passaram por lá aceitaram aquelas condições. Hamilton quer ter os troféus, símbolos de suas conquistas. Ou talvez nem queira, apenas esteja usando isso como moeda de troca por um salário maior. “Ron Dennis nunca vai permitir isso. Está tudo bem, vou vencê-lo no dinheiro”, disse na entrevista ao Daily Mail.

Está tentando negociar. Tem uma parada dura, afinal, são poucos os que conseguem bater Dennis. As negociações entre ele e Senna eram complicadíssimas, e mesmo afastado do comando da equipe nas corridas, ainda é ele que manda lá dentro, com a mesma postura de antigamente.

Foto do dia: os orelhões da Paulista


Há alguns dias que os orelhões da Avenida Paulista foram pintados por artistas. Há coisas dos mais diversos tipos. E este, que eu achei hoje, escondido atrás de uma banca próxima ao MASP. Muito legal.

Homenagem


Está acontecendo em Ímola, na Itália, a segunda etapa da temporada da F-Renault Alps. E vi no Facebook do Binho Carcasci, organizador da Seletiva de Kart Petrobras, esta foto, dos cinco pilotos brasileiros que disputam as corridas deste fim de semana, em frente ao monumento que homenageia Ayrton Senna. Da esquerda para a direita, Felipe Fraga, Victor Franzoni, Guilherme Silva, Gustavo Lima e Gabriel Casagrande. Momento bacana.