TODA A MALEMOLÊNCIA DE KIMI RÄIKKÖNEN


SÃO PAULO — Vi esse vídeo circulando nas redes sociais e tive de postar aqui: fiquei impressionado com a desenvoltura de Kimi Räikkönen para ler o teleprompter. Ficou super espontâneo este comercial da Weichai. Ele deveria dar um curso para estudantes de jornalismo e também para muitos atores por aí. “Toda a malemolência de Kimi Räikkönen”, diria Luiz Carlos Jr.

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SURPRESA QUE NEM SURPREENDE


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SÃO PAULO |  Depois que Luca di Montezemolo falou que parou de ver o GP do Bahrein para evitar o sofrimento, juro que me perguntei até quando Stefano Domenicali resistiria no cargo de chefe de equipe. São fracassos atrás de fracassos desde 2009, só com o esforçado Fernando Alonso salvando a lavoura em alguns momentos. Mas nem sempre o espanhol consegue operar milagres — como não parece que vai conseguir em 2014. Fiquei surpreso por ver que Domenicali saiu mais cedo do que eu imaginava, não pela saída em si.

Se a gente quiser falar de uma troca de comando que realmente surpreendeu todo mundo, é só lembrarmos de Norbert Haug abandonando a Mercedes no fim de 2012. A montadora é forte como é no automobilismo hoje em dia por causa dele, e ninguém imaginava que os resultados medianos dos três primeiros anos com equipe própria na F1 fossem ser suficientes para fazê-lo jogar a toalha.

Mas voltemos aos italianos.

Reproduzo aqui uma história que me contaram outro dia, comparando Jean Todt com seu sucessor. O atual presidente da FIA era aquele chefe que, quando entrava na sala, via todo mundo ficar quieto. Aquele professor do qual todos os alunos têm medo. Domenicali, nem tanto. É daqueles professores que entram e ainda precisam esperar um pouco até os alunos todos se sentarem. Em outras palavras, não tem o mesmo comando que tinha Todt.

O começo de Domenicali na Ferrari foi bom, com a conquista do Mundial de Construtores em 2008. Mas aquilo foi no embalo da estrutura vencedora dos anos anteriores, que ainda estava no lugar. Em 2009, quando teve início uma série de mudanças no regulamento, o que se viu foi um time desorganizado que não conseguia desenvolver seus carros ao longo do ano nem mesmo nas temporadas em que as primeiras provas eram boas. Tiveram até que ir para o túnel de vento da Toyota, em Colônia, para ver se davam um jeito. Não houve êxito.

2014 tinha que ser um ano para uma volta por cima. Ainda mais pelo fato de os motores, grande orgulho da Ferrari, voltarem a ser os protagonistas da F1. Tudo bem que é um V6 e que a Ferrari tem até vergonha de fazer um motor tão pequeno assim, mas tinha que fazer bem feito e não fez. A F14 T é um carro de quinta posição e olha lá. Sem falar no que a equipe gastou para recontratar Kimi Räikkönen. Aquele que, na gestão do mesmo Domenicali, foi pago por um ano para não correr. E que agora vai ficar emburrado como naqueles tempos, mas enchendo o bolso de grana.

Cabeças rolariam.

Desse Matteo Mattiacci, confesso que nunca tinha ouvido falar. Não é um cara de corridas, mas é um cara que fez a Ferrari ganhar muito dinheiro ao redor do mundo. Agora vai ter a missão de fazer a montadora não perder mais dinheiro na F1.

Essa chegada lembra um pouco a de outro italiano que não manjava nada de corrida: Flavio Briatore. Quando Luciano Benetton o contratou para chefiar o time de F1 na década de 1980, até risada deram. Diziam que Briatore não sabia o que era uma porca e um parafuso. Não sabia mesmo, mas aprendeu e virou um dos dirigentes mais importantes da categoria por duas décadas. Mesmo hoje, cinco anos depois de ser banido do esporte, continua tendo influência nos negócios de muita gente. Qual era o currículo dele antes da F1? Fez a United Colors of Benetton ganhar muito dinheiro ao redor do mundo.

Obviamente, é bem diferente entrar no Mundial como chefe da Benetton. O que aquele time ganhasse seria lucro. O caso da Ferrari é outro.

Mattiacci não deixa de ser uma aposta de risco, mas também não é fácil encontrar alguém preparado para assumir uma Ferrari da vida. Tem costas quentes dentro da firma é essencial. Como tinha Montezemolo, por exemplo, que entrou lá novo de tudo, saiu para tomar conta de outras coisas na Fiat e voltou no começo dos anos 1990.

Ao mesmo tempo, será interessante notar qual será a paciência dos comandantes daqui em diante. Naquele tempo de crise no final do século passado, a Ferrari trocava peças-chave como os clubes brasileiros trocam de técnico — e na F1 a coisa é mais complexa do que isso. Resultados não são conquistados em curto prazo, e não deve ser fácil evoluir esse V6 turbo com as limitações impostas pelo regulamento. Logo, o time de projetistas, agora liderado por James Allison, vai ter muito trabalho para encontrar uma forma de alcançar a Mercedes. Também por isso será preciso contar a confiança de Montezemolo e dos demais diretores da Ferrari e da Fiat.

Por ora, aguardamos ansiosamente pelas primeiras aparições públicas de Mattiacci como chefe da maior campeã da história da F1, que devem acontecer neste fim de semana.

AS DUPLAS DA F1 2014


SÃO PAULO | Está definido o grid da F1 2014. Foram anunciados na última terça-feira os dois pilotos da Caterham, Kamui Kobayashi, que volta à categoria após uma temporada, e o sueco Marcus Ericsson. Aproveitei a ocasião para fazer um ranking das que considero as melhores — e as piores — duplas da temporada. Vamos lá.

1) FERRARI — ALONSO E RÄIKKÖNEN

Clar0 que a melhor dupla é a única que tem dois campeões mundiais. Será a mais interessante de se observar, também. Depois de Vettel, esses foram os dois melhores pilotos da F1 nos últimos dois anos e, se não entrarem em rota de colisão — e, obviamente, a Ferrari construir um bom carro — serão os dois que mais chance terão de quebrar a hegemonia do alemão. Alonso e Kimi somam 52 vitórias na carreira, mais do que qualquer outra dupla do grid.

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2) MERCEDES — HAMILTON E ROSBERG

Hamilton e Rosberg trabalharam muito bem em conjunto em 2013. Sã0 dois pilotos de estilos diferentes, mas que, no final, terminam com o mesmo tempo de volta. Embora tenha vencido somente uma corrida no ano passado, o primeiro na Mercedes, o inglês é um piloto que sabe ganhar GPs — ganhou ao menos um em todas as temporadas em que competiu na F1. Rosberg é bom piloto, meio low profile dentro do time, mas, mesmo fora dos holofotes, é capaz de conquistar ótimos resultados e forçar Hamilton a elevar o nível para vencer a batalha interna.

3) RED BULL — VETTEL E RICCIARDO

De Sebastian Vettel, não é preciso falar nada. Daniel Ricciardo é que tem muito a provar em 2014. O australiano subiu para a Red Bull e agora tem a obrigação de andar na frente e vencer GPs. Acredito que será capaz de fazê-lo. É um piloto rápido, deve conseguir bons resultados em treinos classificatórios e aí terá a missão de se manter nas primeiras posições aos domingos — não foi o seu ponto forte enquanto esteve na Toro Rosso.

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4) McLAREN — BUTTON E MAGNUSSEN

Aqui o quinto campeão mundial do grid junto do promissor novato que a McLaren resolveu efetivar. Button é capaz de liderar uma equipe, já mostrou isso em mais de uma oportunidade, mas tenho a impressão de que ele precisa de um companheiro que represente um desafio. Magnussen é muito bom. Bem melhor que o pai. A questão é que ele vai estrear na F1 sem ter andado decentemente com o carro, testou somente nos simuladores. Ainda assim, acredito que seja uma boa aposta.

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5) WILLIAMS — MASSA E BOTTAS

Um bom conjunto que pode dar certo. Bottas foi o melhor estreante de 2013 e mereceu a chance de continuar na F1 na Williams. Mostrou talento, esse finlandês. Massa talvez tenha mais a provar do que o colega, mas também tem capacidade para mostrar que pode liderar uma equipe. Fora da Ferrari e sem a companhia de Alonso, o brasileiro pode voltar a ser aquele piloto que foi até 2009 — mas é só dentro da pista que veremos quanto a mudança de equipe vai servir de impulso para essa recuperação pessoal.

6) FORCE INDIA — HÜLKENBERG E PÉREZ

Nico Hülkenberg, o zicado-mor da F1, terminou 2013 mostrando todo o seu potencial. Sergio Pérez, nem tanto. Acabou dispensado pela McLaren. É uma dupla que pode render bons frutos para a Force India. É ao menos melhor do que a do ano passado (Hülk melhor que Di Resta e Pérez melhor que Sutil).

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7) LOTUS — GROSJEAN E MALDONADO

Não me parece que essa é uma dupla que vai trabalhar bem em conjunto. Romain Grosjean andou bem demais no fim de 2013 e tem capacidade de liderar a Lotus — vai depender só de como o carro vai se comportar. E como Maldonado vai se comportar. O venezuelano até é rápido, mas teve um ano difícil em 2013 e precisará mostrar superação, além de cabeça no lugar para lidar com um rival que tem total condição de andar à frente.

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8) TORO ROSSO — VERGNE E KVYAT

Jean-Éric Vergne tem um bom ritmo de corrida e, a julgar pelo o que aconteceu com outros pilotos da Red Bull, deve ter sua última chance na Toro Rosso neste ano. Ninguém correu lá por mais de três anos. Ou seja: precisará mostrar mais do que mostrou no início da carreira na F1 para provar que pode, quem sabe, ser promovido à RBR em algum momento ou, ao menos, garantir vaga em outro time. Só que, para isso, terá de bater um promissor Daniil Kvyat, que terá de se adaptar a um carro mais potente do que qualquer outro que já pilotou. Olho no russo.

9) CATERHAM — KOBAYASHI E ERICSSON

Kobayashi, que está voltando à F1, já conhecemos. Rápido, capaz de dar show, só vai ser difícil isso acontecer com ele pilotando a Caterham. Junto dele está o sueco Marcus Ericsson, novato de quem podemos esperar mais do que Charles Pic e Giedo van der Garde, ainda que não muito.

10) SAUBER — GUTIÉRREZ E SUTIL

Se o carro for bom, esses dois até podem conseguir bons pontos e resultados melhores, mas ficam na leva dos piores do grid de 2014.

11) MARUSSIA — BIANCHI E CHILTON

Jules Bianchi foi bem em 2013, Max Chilton, nem tanto, embora tenha completado todas as 19 corridas — um recorde. Até dá para imaginar Bianchi conseguindo algo mais notável, mas a dupla em si considero a mais fraca do grid.

NA ÍNTEGRA: GP DO BRASIL DE 2003


2003-f1-brasil-jordan-equipeSÃO PAULO | Está no GRANDE PRÊMIO uma matéria especial que preparei sobre o GP do Brasil de 2003, com entrevista com Giancarlo Fisichella, que venceu pela primeira vez na F1 naquele 6 de abril. Choveu tanto naquele dia que alagou a Avenida João Dias, ali perto de casa e também do Autódromo José Carlos Pace.

Há dez anos, a última edição da prova disputada no início da temporada teve contornos tragicômicos e foi uma das corridas mais imprevisíveis de todos os tempos. Das corridas de Interlagos, só a de 2012 foi mais insana e estupenda. Em 2003, teve largada com SC, sete carros rodando numa curva só, suspensão quebrando do nada no meio da reta, a pane seca do então líder Rubens Barrichello e as pancas de Mark Webber e Fernando Alonso na Curva do Café.

Num 10+ da REVISTA WARM UP, classificamos essa corrida na terceira posição, atrás dos GPs de 2012 e de 2008.

Leiam lá e assistam à corrida aqui, em inglês, que é o que está quase na íntegra no YouTube:

Depois que lancei o post aqui, o bom amigo Hugo Becker me mandou também um link da transmissão da TV Globo. A imagem está em sépia, mas vale pela narração. Divirtam-se:

Alonso na Red Bull é cenário pouco provável


BUDAPESTE | A notícia é bem interessante: empresário de Alonso se reuniu com Christian Horner em Hungaroring. Horner não negou e admitiu que a Red Bull teria interesse em contar com os serviços do espanhol. Mas esse é um cenário que eu considero pouco provável. Bem pouco.

Das três opções que a Red Bull tem, Ricciardo, Räikkönen e Alonso, vejo no bicampeão a mais arriscada. Não pela capacidade de Alonso, é claro, mas pelo temperamento. Contratá-lo é arriscar estragar o ambiente vencedor que foi criado nos últimos anos, um risco que a equipe não precisa correr.

Sem contar que Alonso tem contrato até 2016. Aí, resta saber sob quais condições esse contrato pode ser quebrado. Multa? Cláusulas de desempenho? Coisa pouca não é, certamente.

E tudo pode não passar de uma pressãozinha, apenas. Da Red Bull, sobre Kimi, do tipo: “Vem cá logo pra gente assinar esse contrato que tem mais gente querendo, ó”. Ou então de Alonso sobre a Ferrari: “Ó, deem um jeito nesses Fiat 147 que vocês fazem ou vou embora”.

A insatisfação de Alonso com a Ferrari vai ficando cada vez mais evidente. Ele foi para a equipe pensando que brigaria por títulos e vitórias o tempo todo. Por título, brigou duas vezes em três anos, mas sempre teve carros inferiores. Neste meio de 2013, clama, semana após semana, por melhorias no carro. Ele sabe que será difícil brigar com Vettel nessas condições. Mas seria mais difícil ainda encarar Vettel dentro da Red Bull, mais do que foi com Lewis Hamilton na McLaren.

Continuo achando que a melhor opção para a Red Bull é Räikkönen, e vice-versa. O único motivo para o finlandês não querer ir para a Red Bull é não querer entrar em um ambiente tão favorável a Vettel. Por mais frio e indiferente que seja, Kimi também é realista. Não basta ser frio, escandinavo, homem de gelo, tem que ser quase zen.

Por isso, penso que o mais legal seria ver Daniel Ricciardo subindo para a equipe tricampeã mundial em 2014. O australiano já mostrou bastante potencial, está lá dentro, conhece bem o ambiente e promete fazer bonito se tiver a chance.

O blog esteve um tanto parado nas últimas semanas, tudo devido a um acúmulo de atividades e a essa viagem à Europa. Mas, voltando ao Brasil, o que deve acontecer nesta semana – se não der tudo errado, como costuma acontecer – vou procurar atualizar a bagaça com mais frequência.

Passando a régua: GP de Mônaco – corrida


SÃO PAULO | 20h12 | Demorou, mas saiu o podcast que eu preparei sobre o GP de Mônaco. No mesmo esquema de sempre: equipe por equipe, estatísticas, informações e palpites sobre o que aconteceu na última corrida. Na próxima, vou tentar soltar mais cedo a bagaça. Para ouvir a edição de Mônaco, é só clicar aí embaixo:

Passando a régua: GP da Espanha – corrida


SÃO PAULO | 8h | Ficou um pouco atrasado o podcast sobre o GP da Espanha, mas está no ar, enfim. É que eu aproveitei o domingo de folga no Dia das Mães para sair com a namorada e com amigos, já que a mãe estava viajando. Mas isso não é da conta de vocês. Vitória maiúscula de Fernando Alonso, ótima corrida de Felipe Massa. Fazia tempo que a Ferrari não andava tão bem em um fim de semana, com os dois carros. Mas Kimi Räikkönen, cada vez mais, se mostra como um fortíssimo candidato ao título. Para ouvir a rodada de comentários e palpites sobre a corrida de ontem, é só clicar no play aí embaixo. Também dá para baixar.

O futuro de Räikkönen


SÃO PAULO | 10h58 | A saída de James Allison da Lotus pode acabar mudando também o futuro de Kimi Räikkönen em Enstone. Muito tem se falado de uma eventual ida do finlandês para a Red Bull, para ocupar o lugar de Mark Webber, mas o time inglês está disposto a segurar seu principal piloto.

Só que, junto de Allison, lá se vai um trunfo da Lotus para tentar segurar Kimi. Ontem mesmo, Gérard Lopez deu uma entrevista dizendo que, enquanto sua equipe tiver um bom carro, Kimi fica. Aí, no dia seguinte, o responsável pelo projeto que garantiu o terceiro lugar no Mundial de Pilotos de 2012 e já ganhou corrida em 2013 vai embora.

Dizem que Räikkönen tem ações da Lotus desde que retornou à F1, no ano passado, mas, até pelo tom das declarações dos dirigentes, isso não faria diferença na hora de tomar uma decisão.

O substituto na direção-técnica, já apresentado, será Nick Chester. E o trabalho dele no desenvolvimento do E21 ao longo deste ano será decisivo para a permanência do finlandês. Räikkönen quer ser campeão de novo, parece ter chances em 2013. Se a Lotus perder terreno em relação às concorrentes, a chance de também perder Kimi é alta. E a Red Bull está ali, esperando uma definição, sem contar que a Ferrari, possível destino de Allison, pode ter uma vaga aberta para 2014.

Passando a régua: GP do Bahrein – corrida


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SÃO PAULO, 14h15 – Está no ar o podcast de hoje, uma rodada de informações, estatísticas e alguns pitacos sobre o que aconteceu no GP do Bahrein desta manhã. Não foi uma corrida memorável, mas foi bem animada, até, essa primeira manhã de domingo de 2013. Vitória fácil de Sebastian Vettel, que andou muito com o grande carro que o RB9 é. Foi a 28ª vitória do alemão e a 36ª da Red Bull, que agora é a quinta maior vencedora de todos os tempos na F1, deixando Renault e Brabham para trás. Para ouvir as baboseiras que falei sobre a corrida, é só dar play aí embaixo:

Digamos que sim


SÃO PAULO, 19h08 – Impagável a resposta de Kimi Räikkönen ao jornalista da Sky Sports, que lhe perguntou se ele está tão faminto por um segundo título quanto estava pelo primeiro. O próprio repórter admitiu que não foi muito feliz na pergunta que fez. Naquele momento, de fato, não foi. Isso aconteceu ontem, terça-feira, após o dia de treinos da F1 em Barcelona.