NIGEL STEPNEY, 56


SÃO PAULO – Morreu nesta sexta-feira o engenheiro Nigel Stepney aos 56 anos. Ele foi vítima de um acidente de carro, informou a JRM, equipe que ele dirigia nas provas de endurance. Stepney se tornou mais conhecido do público em 2007, quando trabalhava para a Ferrari e foi um dos pivôs do escândalo de espionagem que culminou na desclassificação do time inglês do Mundial de Construtores e em uma multa de US$ 100 milhões.

Entrevistei Stepney em 2012, na primeira edição das 6 Horas de São Paulo, junto do Felipe Giacomelli. Um cara que pareceu ser bastante gente boa, não o vilão daquela enorme polêmica de cinco anos antes. Falava tranquilamente, ria, brincava. Falamos da carreira dele na F1 e inclusive do caso de espionagem de 2007. Ele preferia não entrar em muitos detalhes sobre o caso.

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Também procurou se mostrar bem resolvido com relação ao passado. “Não me importo com o que dizem”, assegurou.

O que muita gente não sabe é que sua carreira na F1 começou muito antes da Ferrari. Ele entrou na Lotus em 1976 e estava no time quando Mario Andretti foi campeão em 1978. Também trabalhou com Ayrton Senna na equipe entre 1985 e 1987. No final deste ano, foi para a Benetton, passou pela F3000 e voltou à F1 em 1993, contratado pela Ferrari.

Stepney tentava deixar esse passado para trás e realizar um sonho de infância: vencer as 24 Horas de Le Mans.

Para conhecer mais sobre a história de Stepney, recomendo que leiam a Grande Entrevista com ele na REVISTA WARM UP — ainda no antigo formato da revista. É só clicar aqui.

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Revista Warm Up #30


Clique na capa para ler a revistaFoi pro ar ontem a revista Warm Up 30, recheada de conteúdo oriundo das coberturas ‘in loco’ do Grande Prêmio. A capa traz uma matéria bastante interessante: o porquê de as grandes montadoras evitarem a F1. Victor Martins e eu conversamos com gentes de Audi, Toyota e BMW. O motivo das três é semelhante: na F1, gasta-se muito e se desenvolve pouco.

Mas fiz outra matéria, junto com o Felipe Giacomelli, que achei bastante interessante. Nigel Stepney, pivô do ‘Spygate’, o escândalo de espionagem que envolveu Ferrari e McLaren em 2007. Foi ele quem entregou o famigerado dossiê para Mike Coughlan.

Stepney é tranquilo. Fala bem, de maneira bem humorada, e bastante. Não se enquadra nem no estereótipo do inglês e nem do vilão. Falamos com ele do antes e do depois. Marcado que ficou pelo ‘Spygate’, nem todos lembram que Stepney chegou à F1 três décadas antes. Uma carreira recheada de histórias.

Sobre o escândalo, não falou muito. A assessora, que acompanhava a entrevista, tratou de intervir antes. “Vou te agradecer mais tarde”, riu Stepney. No pouco que falou, disse uma coisa que deixou transparecer na entrevista: não se importa com o que comentam a seu respeito.

A revista tem ainda o mochilão da Evelyn Guimarães pela Europa (vidão) e a análise que o Fagner Morais fez da temporada da Indy. Colunas, comparativos, grid girls, é só clicar na capa para ver.